BJ32 - Novoperfil Portugal

91 PERFIL ARQUITETURA BIOFÍLICA papel central na identidade arquitetónica do complexo. Em colaboração com os paisagistas da NPK e as promotoras Stone Capital, Realmur e Estrela da Memória, os arquitetos procuraram criar um oásis urbano que combinasse um estilo de vida moderno com uma autêntica sensação de tranquilidade e ligação à natureza. “A biofilia deixou de ser uma tendência para se tornar uma forma de conceber a arquitetura. Cada vez mais projetos procuram criar espaços que promovam o bem-estar das pessoas através de materiais naturais e soluções sustentáveis”, explica Pedro Neto, diretor regional de vendas da Moso Bamboo. UM COMPLEXO RESIDENCIAL CONCEBIDO PARA DESLIGAR DA AGITAÇÃO URBANA SEM SAIR DA CIDADE Situado numa das colinas mais altas de Lisboa, o Jardim da Glória reúne cinco edifícios residenciais e quarenta habitações distribuídas em torno de um amplo espaço ajardinado concebido como um verdadeiro refúgio urbano. Hortas comunitárias, jardins, parques infantis, spa, piscina e vegetação abundante compõem um ambiente onde o ruído da cidade fica em segundo plano e a natureza passa a fazer parte da experiência quotidiana de quem ali vive. No entanto, o conceito biofílico não se limita aos espaços exteriores. Os arquitetos pretenderam transportar essa mesma sensação de tranquilidade para o próprio edifício através de uma seleção criteriosa de materiais naturais. Neste contexto, as vigas para exterior da empresa, presentes nas fachadas e nas varandas, prolongam visualmente a paisagem para a arquitetura e reforçam a identidade do conjunto. As vigas de bambu da Moso são submetidas a um processo de tratamento térmico a alta temperatura e compactação de alta densidade, através do qual o material adquire estabilidade dimensional e resistência que lhe permitem garantir um desempenho fiável em aplicações exteriores de longa duração. QUANDO A SUSTENTABILIDADE TAMBÉM RESPONDE ÀS MAIS ELEVADAS EXIGÊNCIAS TÉCNICAS A abordagem arquitetónica do Jardim da Glória exigia que cada um dos materiais reforçasse a ligação com a natureza sem comprometer aspetos fundamentais como a segurança, a durabilidade ou a manutenção. Neste contexto, o bambu revelou-se uma alternativa capaz de responder a todos estes requisitos. O projeto incorporou 63.782 metros lineares de vigas para exterior, um volume que reflete a importância deste material na proposta arquitetónica.

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