APFAC alerta para a discrepância de uso de cerâmica porosa e cimentos cola DND

Associação Portuguesa dos Fabricantes de Argamassas de Construção (APFAC)13/05/2020
É razoável considerar que a colagem de revestimentos cerâmicos constitui, para além de evidentes benefícios estéticos e técnicos, um ato de responsabilidade.
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Assistimos ao longo dos anos recentes a alterações importantes no que respeita às características dos materiais cerâmicos que é necessário colar e da natureza dos suportes presentes em obra nova ou renovação/reabilitação.

Há uma presença crescente de materiais de natureza diferente das tradicionais betonilhas (pavimento) e rebocos (parede), como sejam madeira, metal, gesso cartonado, tinta, cerâmico pré-existente. Criou-se uma realidade mais complexa.

Torna-se, portanto, claro que as variáveis a ter em consideração na seleção da solução de colagem dos revestimentos cerâmicos são cada vez mais e requerem um nível de informação adequado quanto à adequada resposta às questões enunciadas, visando a obtenção de soluções construtivas seguras e com durabilidade
adequada.

Esta refexão vem a propósito da existência no mercado português de algumas argamassas destinadas à colagem de revestimentos cerâmicos, que apresentam algumas propriedades com desempenho não determinado.

A norma define os desempenhos mínimos a observar por argamassas designadas por “cimentos-cola” destinadas à colagem em “interiores” e “interiores e exteriores”, num conjunto de propriedades que visam garantir a segurança da utilização.

É possível encontrar produtos no mercado em que em uma ou mais dessas propriedades, o desempenho apresenta-se como “não determinado” (DND) na documentação aplicável (Declaração de Desempenho e/ou etiqueta de Marcação CE na embalagem).

Assim, nesse caso, o sistema válido será então: Cimento cola “DND” - Cerâmica porosa - Ambiente interior.

De acordo com estatísticas realizadas anualmente, é também uma realidade a existência de um enorme desfasamento entre a quantidade de cimento cola “DND” e a quantidade de cerâmica porosa produzida, com o primeiro a superar largamente o segundo produto do sistema.

Este facto vai aumentar a probabilidade do aparecimento de patologias relacionadas com descolamento da cerâmica. É razoável pensar que a utilização deste tipo de argamassas acarreta riscos de desempenho importantes, quando utilizadas na colagem de revestimentos cerâmicos com porosidade baixa, dimensões elevadas, sobre suportes de menor absorção e em situações de exterior ou com exposição a radiação solar.

O descolamento do revestimento passa a ser uma probabilidade elevada, causado pelo desempenho técnico limitado da argamassa de colagem, conduzindo a
insatisfação, prejuízo económico e mesmo riscos de segurança em situações mais delicadas.

A APFAC, cumprindo o seu objetivo de Melhoria Contínua do Mercado das Argamassas, manifesta a sua preocupação com a realidade que ainda existe no mercado português relativa à questão descrita, apela ao cuidado colocado na seleção adequada das soluções de colagem de revestimentos cerâmicos, e coloca-se à disposição dos agentes do mercado para auxílio ao esclarecimento de dúvidas que possam colocar-se.

Num trabalho conjunto com a APICER - Associação Portuguesa das Industrias de Cerâmica e Cristalaria, publicou uma tabela (ver caixa) de equivalência entre classes de cimento-cola e de revestimento cerâmico de acordo com as respetivas normas aplicáveis que faz uma recomendação de seleção para garantia mínima de desempenho. 

APICER-APFAC

Tabela de equivalências entre classes de cerâmica e adesivos 

Para garantir a durabilidade e a segurança do sistema “cerâmica-adesivo” em uso, a escolha correta do adesivo para um ladrilho específico, é fundamental.

A tabela seguinte foi elaborada tendo em conta o grau de compatibilidade do sistema “cerâmica-adesivo”, numa condição tradicional, sobre um suporte cimentício
absorvente. Estes são os requisitos mínimos de acordo com a característica “absorção de água” da cerâmica, respeitando as normas EN 14411 e EN 12004.

Existem condições adicionais a ter em conta, que podem levar a alterar a seleção do sistema, tais como: dimensões (CxLxA), geometria e natureza das peças de cerâmica;

• Natureza, absorção e deformabilidade do suporte (betão, cerâmica existente, gesso cartonado, madeira, metal, etc) onde o sistema será aplicado
• Ambiente de utilização (residencial, comercial ou industrial)
• Usos especícos (Ambientes húmidos, exposição solar, etc)

Nestes casos devem ser consultados os prescritores.

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“C* - cimento cola para ladrilhos absorventes em interior”.

APFAC

A APFAC é a Associação Portuguesa dos Fabricantes de Argamassas de Construção, constituída com o  objetivo de contribuir para a solidariedade entre os associados, representando-os e defendendo os seus interesses, promover as Argamassas de Construção e os ETICS  junto de Prescritores, Donos de Obra, Projetistas, Comerciantes, Empresas de Construção, Empresas de Fiscalização e Aplicadores e contribuir para a manutenção dos níveis de Qualidade exigidos pela Diretiva Europeia dos Produtos de Construção.

Saiba mais em www.apfac.pt

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