Informação profissional sobre a Envolvente do Edifício
Certame decorreu na FIL, em Lisboa, de 6 a 9 de outubro

Tektónica 2021: empresas otimistas numa feira marcada pelo entusiasmo do setor

Ana Clara18/10/2021

A Tektónica - Feira Internacional da Construção e o SIL – Salão Imobiliário de Portugal marcaram o regresso das grandes feiras à FIL - Feira Internacional de Lisboa com edições que coincidiram e que superaram as expetativas das empresas e do setor em geral. Revistas O Instalador e Novoperfil foram media partners em mais uma edição da Tektónica, com participação com stand no certame. Durante quatro dias ouvimos as empresas e quisemos sentir o pulso ao mercado. Leia os testemunhos nesta reportagem e fique a perceber por que razão o otimismo e o entusiasmo estão em alta nos setores da Construção e Obras Públicas em Portugal. 

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Foram dois pavilhões, num total de mais de 200 expositores, que mais uma vez voltaram a juntar-se: Tektónica e SIL puderam ser visitados em simultâneo, existindo assim, um incremento das sinergias inerentes aos setores em exposição.

De acordo com a organização, os números superaram as expetativas. Para além de um aumento muito significativo do número de expositores, demonstrativo da vontade e determinação de ambos os setores no regresso aos eventos presenciais e que se evidenciou pela ocupação de dois pavilhões – mais de 20 mil m2 – também o número de visitantes demonstrou a vontade que o público tinha, profissional e público em geral, de voltar às feiras: mais de 12 mil visitantes pela FIL, entre os dias 6 e 10 de outubro.

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Mais de 12 mil visitantes passaram por ambas as feiras, entre os dias 6 e 10 de outubro.

As duas feiras, nos seus setores, proporcionaram não só o network e a concretização de negócios como também propiciaram o debate sobre as tendências e o futuro da construção e do imobiliário, com a realização do Ciclo de Conferências Tektónica e do SIL Investment Pro, ambas iniciativas para os profissionais dos setores em questão. Igualmente, a Tektónica e o SIL premiaram as melhores e mais inovadoras empresas dos setores, nos Prémios Inovação Tektónica 2021 e nos Prémios SIL do Imobiliário 2021.

Com a realização da Tektónica e do SIL, a Fundação AIP “deu o seu contributo para a retoma económica dos setores envolvidos – construção e imobiliário – assim como evidenciou a sua missão de ajuda às empresas portuguesas, bem como com a retoma progressiva da economia nacional”.

A organização reforça ainda que “o sucesso da edição de 2021 de ambas as feiras, só foi possível devido ao comprometimento dos expositores, pelo seu empenho e dedicação, não só ao certame como também para com o mercado que representam, algo que foi fundamental para a transmissão da mensagem de positivismo e confiança para o País, demonstrando que é possível continuar a assegurar as relações económicas e a concretização de negócios que as feiras possibilitam, depois de vários meses em standby”.

Ciclo de Conferências: economia circular, sustentabilidade e digitalização em destaque

As revistas O Instalador e Novoperfil assistiram a algumas conferências da Tektónica 2021, cujo tema central incidiu na 'Competitividade, Sustentabilidade e Resiliência na Construção'.

Na sessão de abertura, que antecedeu a primeira conferência a 6 de outubro, dedicada à 'Construção e Economia Circular', Jorge Rocha de Matos, Presidente da Fundação AIP, salientou que "a indústria da Construção incorpora a dimensão da sustentabilidade em todas as fases da cadeia de valor, desde a edificação, construção, utilização, manutenção e mesmo a possível desconstrução". "São diversas, profundas, incisivas e em muitos aspetos disruptivas, as tendências e orientações que decorrem do processo transformador da cadeia de valor da construção civil. O efeito conjugado dos desafios da sustentabilidade e da transformação digital, dando corpo ao conceito da Construção 4.0, potenciados por valores societais emergentes, são os indutores principais destas mudanças", disse, lembrando aqui a importância da economia circular no setor. 

Rocha de Matos lembrou ainda a importância de Portugal apostar e privilegiar uma política de construção mais sustentada. 

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Sessão de abertura do ciclo de conferências da Tektónica 2021.

Manuel Reis Campos, Presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), começou por dizer que o setor "partilha objetivos comuns, que passam por modelos mais sustentáveis e de crescimento e também pelo reforço competitivo num setor que é decisivo para que o País possa atingir as ambiciosas metas de sustentabilidade e crescimento assumidas". Realçou a importância da Tektónica que acompanha, há mais de duas décadas, "a evolução da construção e do imobiliário e tem permitido assinalar em cada momento as principais tendências da nossa atividade". 

Reis Campos recordou que "a resiliência, a transição climática e a transição digital são caminhos incontornáveis para o futuro". Seja diretamente na construção, reabilitação e manutenção de todas as infraestruturas e equipamentos que serão necessários ou, de uma forma indireta, "mas expressiva, dado o peso económico do nosso setor". "As nossas empresas vão ser determinantes para atingir os ambiciosos objetivos traçados, em especial em domínios como a habitação, eficiência energética e edifícios e os diferentes investimentos em infraestruturas. A mobilização de todo o tecido empresarial nacional da construção e imobiliário é essencial". 

O Presidente da AICCOPN realçou que estamos perante um "exigente calendário de execucação" no qual se inclui o Portugal 2020 (na sua reta final) e o Plano Nacional de Investimentos do Programa PNI 2030. "Este último vai para além do PRR, já que abrange um período mais alargado e prevê outras fontes de financiamento, num total de 43 mil milhões de euros". Desta forma, sustentou, "estão reunidas as condições para que finalmente o País possa ter um planeamento adequado para esta década que estamos a iniciar". Reis Campos reconhece que o "setor sempre esteve e estará preparado para dar resposta aos desafios colocados pelo País". Porém, deixou alguns alertas: "serão necessárias políticas públicas e um ambiente regulatório capazes de promover a competitividade das empresas e de lhes permitir superar os constrangimentos ao desenvolvimento da sua atividade". 

Portugal na cauda da Europa no que respeita à circularidade de materiais

A sessão terminou com o testemunho do ministro do Ambiente e Ação Climática em mensagem de vídeo. Matos Fernandes começou por recordar que "as crises que hoje vivemos, seja de que natureza forem, serão cada vez mais frequentes do que eram no passado". "Logo, as palavras 'mitigar' e 'adaptar', tantas vezes associadas ao combate às alterações climáticas também têm de ser aplicadas às atividades económicas. E esse caminho faz-se ainda através da integração dos princípios de uma economia circular, do ADN das empresas, desde as chefias até aos operários". 

O governante alertou também que "a quantidade de recursos que hoje precisamos é o triplo do que era necessário em 1970. São mais de 100 mil milhões de toneladas de recursos que entram na economia a nível global (minerais, metais, fósseis, matérias orgânicas, etc.) e apenas 8,6% são recirculados. Tendo em conta que a extração, processamento e uso de materiais representa entre 50 a 70% das emissões, bastaria duplicar esta taxa de circularidade (para 17%) para manter o Mundo no cumprimento da rota até 1.5 ºC até ao final do século". 

Estamos pois, frisou Matos Fernandes, "perante um desafio particular no campo da construção que se vê entre uma enorme volatilidade em termos de fornecimento de matérias-primas e escassez de recursos humanos e o cumprimento de exigências determinadas pelos objetivos do Pacto Ecológico Europeu".

Além disso, "Portugal enfrenta um problema enorme de produtividade material da sua economia. Precisamos de muitos materiais para produzir 1 euro de valor e a nossa taxa de circularidade, a substituição de matérias-primas de materiais recuperados é das mais baixas da União Europeia, 2 ou 3% no ano de 2019".

Já o consumo interno de materiais no nosso País é dominado pela extração doméstica de materiais, o equivalente a 60% de todos os materiais que consumimos. "Todo este material direcionado precisamente para a construção. Há espaço para melhorar e evoluir e é por isso que é urgente atender à tecnologia existente, aos materiais alternativos, às novas competências, às novas ideias e conceitos, apostando na redução e uso de matérias-primas e energia, no reaproveitamento dos materiais naturais e nas técnicas tradicionais para fazer face aos desafios impostos por um clima em mudança. Isto também é economia circular", sublinhou Matos Fernandes. 

"Há espaço para melhorar e evoluir e é urgente atender à tecnologia existente, aos materiais alternativos, às novas competências, às novas ideias e conceitos, apostando na redução e uso de matérias-primas e energia, no reaproveitamento dos materiais naturais e nas técnicas tradicionais para fazer face aos desafios impostos por um clima em mudança", sublinhou o ministro Matos Fernandes

Seguiu-se a conferência dedicada à 'Construção e Economia Circular' com as participações de Manuel Pinheiro, do sistema LiderA, de Victor Ferreira, Presidente do Cluster Habitat Sustentável, Inês Gomes, Gestora de Projetos na Associação Smart Waste Portugal, José Matos, Secretário Geral da Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção (APCMC) e José Pedro Sousa, professor da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. 
A tarde de dia 7 de outubro foi dedicada ao tema dos 'Produtos Eficientes, contributo para a funcionalidade e sustentabilidade' e no dia 8 esteve em discussão a temática da 'Digitalização, qualidade e competitividade na construção'.
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Stand das revistas O Instalador e Novoperfil - editora Induglobal - na Tektónica.

Pode assistir a todas as conferências aqui: https://tektonica.fil.pt

A Tektónica e o SIL regressam na primeira quinzena de maio de 2022, em data a anunciar brevemente. 

O setor em discurso direto

ANFAJE

Durante o certame entrevistámos e falámos com várias entidades e empresas sobre a participação na Tektónica e quisemos sentir o pulso ao mercado. Uma delas a Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes (ANFAJE). Para o seu Presidente, João Ferreira Gomes, continua a ser "prioritário o investimento na melhoria do conforto e eficiência energética dos edifícios em Portugal" e, neste campo, considera, "estamos bem posicionados. 

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João Ferreira Gomes, Presidente da ANFAJE.

O responsável encara os fundos disponíveis como “um desafio“ e uma ”oportunidade extremamente positiva para o setor“ que está com ”uma enorme procura de produtos e serviços”, procura essa que “vai subir e ser incrementada com os apoios que vão existir e já existem ao nível do PRR, sobretudo o programa 'Edifícios Mais Sustentáveis' até 2026 e também o 'Vale Eficiência'”.

"Além disso, recordar também todo o volume financeiro que vai haver para o lançamento de obras de melhoria da eficiência energética e de conforto do parque habitacional e de edifícios de serviços e do Estado por todo o País", afirma. 

João Ferreira Gomes lembra ainda a "necessidade de os portugueses saberem que estes programas existem. E essa publicidade não existe. É fundamental fazer esse trabalho de comunicação". 

Sobre o que nos espera em 2022, o Presidente da ANFAJE, refere que "o setor vai poder fortalecer-se e crescer nos próximos anos" sendo que um dos desafios passa "pela qualificação da mão-de-obra e a questão da formação profissional em várias áreas de cada uma das empresas". "Vemos com otimismo os próximos anos", vincou.

Janela ao Quadrado

Especialistas em janelas PVC, a Janela ao Quadrado participou na Tektónica 2021 com muito entusiasmo e um stand sempre muito movimentado. 

A empresa que se dedica ao fabrico e instalação de janelas com as melhores soluções de isolamento térmico, marcou presença no certame onde apresentou as suas soluções, não só ao público profissional como geral.
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Janela ao quadrado na Feira.
Em termos de produtos, a Janela ao Quadrado fornece serviço para janelas, marquises, portadas, portas, grades, estores térmicos (motor, fita, mola, comando), vidros térmicos e acústicos e vidros inteligentes.

Entre os benefícios destas soluções, destaque para o isolamento térmico e redução de gastos de energia em aquecimento e/ou ar condicionado, isolamento ao ruído, qualidade e segurança, estética e uma maior eficiência energética.

Ferca

A Ferca marcou presença pela segunda vez na Tektónica e apresentou no certame o novo modelo Cobiax CLS.

Esta linha inovadora foi desenvolvida com base na logística otimizada, montagem, robustez, segurança e alto desempenho para todas as espessuras de lajes. O produto, que se candidatou ao Prémio Inovação Tektónica 2021, viu o esforço reconhecido com uma menção honrosa (Ver Caixa). 

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Hugo Ornelas, da Ferca.

Hugo Ornelas, CEO da Ferca, falou-nos um pouco deste sistema de aligeiramento de lajes, “um produto que veio trazer uma inovação efetiva que funciona na área do aligeiramento de lajes". As suas vantagens são evidentes ao nível da redução do peso, da deformabilidade, na possibilidade de aumentar vãos e reduzir espessuras. Tudo isto, com "uma melhoria da performance da laje". "Tem tido bastante sucesso em termos de aplicação". 

Do ponto de vista ambiental, a principal vantagem deste produto é ser constituído por plástico nacional 100% reciclado, permitindo a criação de um mecanismo na economia circular, através da reutilização de recursos existentes. 

Wayse

Pelo segundo ano na Tektónica, António Bello, fundador e administrador da Wayse, começa por dizer que "em 2020, a primeira vez que marcaram presença na feira, foi uma experiência muito positiva". Por essa razão, não houve dúvidas em repetir a experiência este ano. 

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António Bello, fundador e administrador da Wayse.

A empresa nasceu em 2008 e trabalha em soluções de ventilação descentralizada, climatização e AQS e solar fotovoltaico para agricultura.

Na Tektónica, uma das soluções que deu a conhecer foi a LUNOS, pioneira e líder mundial na tecnologia de ventilação controlada descentralizada, desenhando os seus produtos para maximizar o conforto ao menor custo. 

Para além do garante da qualidade do ar interior, os sistemas Lunos permitem também alta performance na eficiência térmica e o isolamento acústico contribuindo para um bem estar geral no interior das habitações com a máxima eficiência.

Premaq

Vítor Dias, fundador e CEO da Premaq, refere que "o mercado está muito bom" e, nesse sentido, estar na Tektónica era natural, "havendo a responsabilidade de nos apresentarmos aos nossos clientes".

Nesta feira "apresentámos vários sistemas" e "pela primeira vez tivemos centros de maquinação de 4 eixos da Teka - o TKE954 -, temos depois também o modelo Emmegi - centro de maquinação de alumínio -, que é também a primeira vez que o apresentamos, tivemos em demonstração também a Precision RS, sendo que é também a primeira vez que o promovemos em feira". 

"Apostamos muito na Tektónica, com um espaço de 400 m2, e compensou claramente, os clientes ficaram muito contentes de nos ver cá, e estávamos todos com muita necessidade de nos reencontrar", referiu Vítor Dias. 

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Vítor Dias, fundador e CEO da Premaq.

Em termos de impacto da pandemia, as consequências na atividade da empresa não foram, felizmente, muitas. "O setor não parou, sendo que a indústria portuguesa deu um salto qualitativo em relação ao resto da Europa, criou-se ainda mais ideias e inovação, e as empresas estão hoje mais capacitadas do que antes da pandemia, não tenho dúvidas disso. Houve apoios do Governo, claro, mas por exemplo, no resto da Europa parou completamente, e em Portugal continuamos sempre a trabalhar. Penso que isto foi um exemplo", afirmou. 

Para 2022, “a perspetiva é de crescimento contínuo, quer a nível de estruturas quer de vendas”. No que respeita ao mercado externo, "fazemos o mercado dos PALOP e temos alguma fé que comece a haver alguma abertura nos mercados principais como Angola e Moçambique". 

Effisus

Rui Monteiro, Gestor da Equipa Europa da Effisus, começa por dizer que o regresso a uma feira revelou-se "excelente", não só ao nível empresarial como humano. 

As soluções Effisus aliam, de forma inovadora e equilibrada, a eficiência e a sustentabilidade, promovendo sistemas construtivos integrados de elevado valor acrescentado e qualidade superior.

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Equipa da Effisus na Tektónica 2021.
As soluções integradas Effisus visam a estanquidade, impermeabilização, isolamento térmico e acústico, bem como a melhoria da eficiência energética dos edifícios. A Effisus fornece soluções 'Bulding Envelope' (água, ar, calor, luz e ruído) no sentido de maximizar a performance e vida útil dos edifícios. Oferece ainda uma ampla gama de soluções e sistemas para coberturas, fachadas, interiores e fundações, reforçada pelos amplos serviços de consultoria.

Foram estas soluções em mostra no certame. "Queremos sempre adicionar valor à solução final", afirma Rui Monteiro, que salienta que todas as soluções são tanto para uso profissional ou doméstico. 

Grupo Preceram

Ávila e Sousa, Diretor de Marketing do Grupo Preceram, também se mostrou muito satisfeito com o regresso à Tektónica. 

E este ano a mensagem é muito simples: "promover a reabilitação energética, apostar no isolamento, porque a melhor energia é aquela que não se gasta". 

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Ávila e Sousa, Diretor de Marketing do Grupo Preceram, na Tektónica 2021.

Para o responsável, "é essencial poupar os recursos e diminuir a pegada". Na Tektónica, o Grupo promoveu todas as empresas que detém, desde a Volcalis, à Argex e Gyptec, que passam por soluções na área da argila expandida, aos gessos técnicos e isolamentos minerais. 

Soluções para construções leves, que melhoram o conforto térmico, acústico e a qualidade do interior dos edifícios.

Para Ávila e Sousa, o despertar para todas estas questões, empurradas pela pandemia, "é hoje muito mais claro". “Perceber que a casa não é só o sítio onde se dorme, mas é o lugar onde tudo se passa, levou os portugueses a olhar de outro modo para os espaços”, considera. O responsável elogiou ainda os temas escolhidos pela Tektónica deste ano - a sustentabilidade, a economia circular, os materiais, a descarbonização - e que são, sem dúvida, "uma prioridade do presente com forte impacto no futuro da construção e da eficiência energética". 

Airzone

Fernando de la Cruz, Diretor de Zona para Portugal da Airzone, explica que a empresa, com fábrica em Málaga, Espanha, com uma superfície produtiva de mais de 5.000 m2, nasceu há 25 anos, e é especializada em soluções de climatização para máquinas de condutas. 

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Fernando de la Cruz, da Airzone.

Os sistemas de climatização Airzone oferecem o maior controlo possível para o sistema de climatização e permitem selecionar a temperatura ideal de maneira independente em cada ambiente, sendo que podem ser incorporados em qualquer tipo de edifício e são compatíveis com todo o tipo de máquinas.

A Airzone disponibiliza, assim, "soluções de controlo inteligentes, que permitem a gestão dos diferentes equipamentos de climatização que podem compor uma instalação". Isso traduz-se numa melhoria na eficiência energética. Para além disso, estas soluções são válidas para todo tipo de edifício, tanto para aplicações de edifícios de serviços como residenciais.

"Os nossos sistemas de controlo adaptam-se a todo tipo de tecnologia e permitem a fácil gestão da instalação a partir de um único dispositivo", explica o responsável, adiantando que tudo isto permite que os sistemas de controlo Airzone estabeleçam o ponto de trabalho dos equipamentos de produção e regulem os equipamentos de emissão numa instalação, como os equipamentos de condutas individuais ou distribuídas por zonas, pavimento radiante e radiadores, cassetes e splits, entre outros.

Em termos de qualidade do ar, "também estamos apostar em ionizadores, com um produto certificado e que, face à Covid-19, é uma estratégia que ganha ainda mais sentido", frisa Fernando de la Cruz. 

Em termos de soluções, residencial, industrial e comercial, em Portugal o foco passa por todos os segmentos, sendo que varia de país para país, consoante as necessidades. 

Sem Ir

José Eduardo Pereira, co-fundador e manager da Sem Ir, empresa fundada há 14 anos em Santarém, refere que é a primeira vez que marcam presença na Tektónica e que a aposta foi claramente ganha. "Estamos focados na parte industrial mas também na residencial. Na parte das residências, fornecemos tudo na parte da eficiência energética, climatização, renováveis, Águas Quentes Sanitárias, até ao carregador do veículo elétrico", explica.

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Stand da Sem Ir na Tektónica 2021.

A empresa faz o projeto, instala e faz a manutenção preventiva.

Na parte da climatização, a Sem Ir trabalha com as grandes marcas, desde a Carrier, Daikin, Uponor, Baxi, Mitsubishi Electric, entre outros.

Com uma aposta maior no mercado nacional, a Sem Ir tem no currículo uma internacionalização em S. Petersburgo, na Rússia, sendo que estão atualmente a preparar uma nova estratégia de internacionalização nos Emirados Árabes Unidos (em concreto no Dubai), bem como Cabo Verde.

Younergy Solar

Joana Vasques, Business Development da Younergy Solar, explica que a empresa suíça existe desde 2015 e que este é o primeiro ano que marcaram presença no certame, sobretudo porque entraram no mercado português em 2021 e "estão à procura de parceiros". "Por essa razão, decidimos estar presentes para fazer contactos e dar a conhecer a empresa", adianta. 

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Joana Vasques, Business Development da Younergy Solar.

O objetivo em Portugal incide no financiamento de sistemas fotovoltaicos para autoconsumo para clientes comerciais e industriais. "Trabalhamos com parceiros que poderão ser empresas instaladoras, projetistas, etc., sendo estes que dimensionam os projetos e fazem a manutenção".

Joana Vasques refere que a aposta em Portugal “está a correr bem”, lembrando que o setor fotovoltaico "é muito competitivo e os preços estão a baixar, tanto que o retorno do investimento próprio é baixo" e, por isso, "muitas empresas decidem investir através de serviços como os nossos".

Ferral

Luís Silva, da Ferral, começa por explicar o foco da empresa que se assume em Portugal como líder no fabrico e distribuição de escadas, escadotes, andaimes e plataformas em alumínio e fibra de vidro. A empresa, que conta com armazém em Espanha e exporta para mais de 25 países, tem como principal foco a oferta e o desenvolvimento de soluções que permitam ao utilizador trabalhar em altura com o máximo de segurança.

Apesar de a empresa ter 40 anos no mercado, “apenas nos últimos dois anos decidimos fazer uma aposta séria no produto mais profissional”, refere o responsável, acrescentando que "a problemática dos acidentes ocorridos por quedas em altura é uma das nossas principais motivações. Dados internacionais confirmam que apenas os acidentes rodoviários superam as quedas em número de acidentes ocorridos".

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A Ferral exporta para mais de 25 países. 

Luís Silva explica que "depois da introdução da nossa gama de andaimes em alumínio - https://ferraljl.com/wp/pt/andaimes/ -, lançamos agora as plataformas profissionais - https://ferraljl.com/wp/pt/plataformas/, também em alumínio".

Porquê as plataformas? "Apesar de associarmos as quedas mais graves a trabalhos de grande altura, a verdade é que a grande maioria acontece a menos de três metros. Desta forma, foi necessário desenvolver uma solução que complementasse os escadotes nos trabalhos mais profissionais e intensivos e que confira: garantia de estabilidade na utilização, rodas pensadas sob a perspetiva ergonómica do utilizador, portas de segurança automáticas (esta é a grande inovação do produto, pois não permite que o utilizador ignore esta função), degraus mais largos para conforto e a versão PLUS está preparada para utilização em desnível", enumerou o responsável da Ferral. 

Vidroluz

Sónia Luz, da Vidroluz, deu conta da montra de produtos que a empresa teve em exposição na Tektónica, mais concretamente soluções de vidro "que transformamos na nossa empresa". Entre as opções estão proteções de varanda, portas de correr para interior, exterior, etc. 

"A feira correu muito bem e as pessoas procuram soluções e produtos à medida das suas necessidades", sustenta, lembrando que para 2022 "queremos que seja como este ano e continuar a crescer em Portugal". 

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O stand da Vidroluz na Tektónica esteve sempre repleto de visitantes.

Recorde-se que a Vidroluz surge em 1985, sendo uma evolução da sua ancestral, Luz e Luz, esta fundada em 1978. Desde a sua criação a Vidro Luz procurou estabelecer-se como uma empresa de comércio e montagem de vidros simples ou temperados.

Vencedores dos Prémios Tektónica 2021

Os vencedores e as menções honrosas dos prémios Tektónica foram:

  • Prémio Inovação Tektónica 2021 - Coberturas de Piscinas de Luxo da RJB HOME
  • Menção Honrosa - Sistema Cobiax da Ferca
  • Menção Honrosa - BloomWall Hortas e Jardins Verticais da bio-home
  • Menção Honrosa - Energie Smart Control da Energie Portugal
Jaba: tradução 4.0Adene: janelas eficientes só com etiqueta energética CLASSE+Academia Anfaje: formaçao - workshops - seminários técnicos

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