Informação profissional sobre a Envolvente do Edifício

Portugal falha na poupança energética nos edifícios residenciais

25/10/2021
O país é o que apresenta os valores mais baixos da UE-28.
foto

O alerta vem da ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável. Com base no relatório do JRC (Joint Research Centre) verifica-se que Portugal é o país que apresenta os valores mais baixos no que concerne à eficiência energética nos edifícios residenciais. O panorama nacional não é nada animador. A palavra utilizada é: obsoleto. O parque edificado português, com especial ênfase no residencial é obsoleto.

Não se trata só do envelhecimento natural dos materiais e da ausência de manutenção. O relatório aponta também as características físicas do edifício, nomeadamente ao nível do baixo desempenho térmico da envolvente e a ineficiência dos sistemas energéticos instalados.

Sobre isto convém referir que a primeira legislação sobre o tema só apareceu em 1990, mas não apresentava a imposição de requisitos. Só em 2006 se iniciou o sistema de certificação energética e, segundo a ZERO, uma legislação mais robusta e dedicada à eficiência energética, tendo Portugal transposto a última Diretiva de Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), a nível nacional, com o Decreto-lei nº 101-D/2020.

Tendo em conta os resultados verificados no relatório a ZERO afirma que “para que Portugal atinja os objetivos em matéria de energia e clima a que se propõe no âmbito do Plano Nacional de Energia e Clima 2030 e do Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050, é importante uma profunda renovação energética do parque edificado existente”.

É certo que o relatório também mostra que as “as renovações profundas apresentaram um impacto muito mais significativo na poupança energética em comparação com as renovações de nível ligeiro e médio”. No entanto isso não é suficiente. A prova é que “Portugal é o país da UE-28 a apresentar os valores mais baixos de poupança energética nos edifícios residenciais nos três níveis de renovações”.

A explicação, esclarece a associação ambientalista, prende-se no facto de a “maior parte dos investimentos nacionais em renovação ocorreu em renovações médias e ligeiras, onde as taxas de poupança energética são menores, em detrimento dos investimentos em renovações profundas”.

Face a isto a ZERO afirma que é “necessária uma mudança de paradigma no setor da construção para um melhor desempenho energético, substituição dos combustíveis fósseis para energias renováveis e desenvolvimento de práticas sustentáveis e circulares em toda a sua cadeia de valor”.

Adene: janelas eficientes só com etiqueta energética CLASSE+Jaba: tradução 4.0Academia Anfaje: formaçao - workshops - seminários técnicos

Subscrever gratuitamente a Newsletter semanal Ver exemplo

Password

Marcar todos

Autorizo o envio de newsletters e informações de interempresas.net

Autorizo o envio de comunicações de terceiros via interempresas.net

Li e aceito as condições do Aviso legal e da Política de Proteção de Dados

www.novoperfil.pt

Novoperfil - Informação profissional sobre a Envolvente do Edifício

Estatuto Editorial