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‘Portugal Steel’: o contributo da construção metálica e mista para a sustentabilidade do setor

Ana Clara23/05/2022

À margem da Tektónica e no contexto do seminário ‘Portugal Steel’, organizado pela Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista (CMM), na tarde de 13 de maio, com o objetivo de promover temáticas do setor, falamos com o Presidente da CMM, Luís Simões da Silva, sobre a iniciativa.

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O Presidente da CMM, Luís Simões da Silva, na Tektónica 2022. Foto: Ana Clara.

À nossa reportagem, o dirigente começou por explicar que o ‘Portugal Steel’ tem como objetivo promover o setor no contexto nacional e internacional. Na Tektónica, aquela conferência centrou-se na digitalização, em temas como o BIM, a realidade aumentada na Construção das ‘Lase Scanning 3D’, ferramentas integradas na metodologia BIM aplicadas a construções metálicas’.

Lembrou que o ‘Portugal Steel’ foca-se em todos os aspetos que são relevantes para o setor da Construção “centrados naquilo que a construção metálica pode trazer de mais-valias sobre múltiplos pontos de vida, ou numa lógica de ciclo de vida”.

“A ideia é ajudar as empresas a adotarem, no seu dia-a-dia, estas ferramentas nos seus processos”, afirma Luís Simões da Silva.

Quanto aos grandes entraves atuais que se colocam à digitalização do setor, tendo em conta os constrangimentos económicos, o responsável lembra que “falamos de um mercado que tem muitos intervenientes em todo o processo e, para conseguir tirar o partido da digitalização, todos eles têm de já ter implementado as soluções em toda a cadeia”. “Os vários stakeholders, alguns deles até podem já estar em fases avançadas de processos digitais, mas se depois se perde esta capacidade de comunicar, não vai funcionar”, adianta, lembrando que um dos constrangimentos “é precisamente haver um desequilíbrio entre a adoção das práticas para poder garantir esta interoperabilidade”.

O papel do Estado e a formação

Além disso, Luís Simões da Silva considera que do lado do regulador (o Estado), “tem que haver também um estímulo, que passa por obrigar a que os processos transitem para essa via digital, o que aceleraria imenso toda a adoção”.

No que respeita a recursos humanos, “Portugal não está ao nível do norte e centro da Europa”. Para isso, a “formação é essencial”, refere o responsável da CMM. “Tudo o que são recursos humanos especializados, não há”, lamenta, apelando, ao mesmo tempo, para a necessidade de formar profissionais “com mínimos de preparação”. Além disso, “trabalhar na capacitação” dos recursos humanos também é “fundamental”.

Nos últimos anos, a CMM elegeu como grandes metas a digitalização e internacionalização. E continuam a ser as grandes bandeiras para 2022, ano em que a Associação celebra 25 anos.

“Neste sentido, e neste momento de celebração, é claro para nós que o nosso trabalho já demonstrou que as empresas portuguesas já tenham níveis de internacionalização muito interessantes”, adianta Luís Simões da Silva. A este propósito, a CMM está a preparar uma publicação dedicada a obras executadas por empresas portuguesas no estrangeiro, em mercados distintos, “e que demonstra a capacidade que o setor teve de concretizar projetos”, conclui o Presidente da CMM.

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