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Informação profissional sobre a Envolvente do Edifício
Ombria Resort

Envolvente do edifício: aproveitar o calor e a energia do solo

Alexandra Costa19/09/2022

Quando a sustentabilidade está na génese de um projeto há o cuidado de escolher as soluções de eficiência energética mais adequadas a propósito do edifício e da sua envolvente. No caso específico do Ombria Resort, situado no interior algarvio, isso passou pela adoção de geotermia, que não só proporciona um maior conforto térmico, como permite poupanças económicas e de emissão de CO2.

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Para além de uma arquitetura bioclimática, o Ombria Resort investiu cerca de 2 milhões de euros na instalação de um dos maiores sistemas de geotermia da Península Ibérica.
A sustentabilidade está imbuída no Ombria Resort mesmo antes de começar a ser construído. Não só por ser algo que está incutido nos valores da empresa, mas também pelo facto de o empreendimento estar em terrenos pertencentes à rede Natura2000.
O facto de, desde o início, haver a atenção pelas questões da sustentabilidade, nas suas várias vertentes, facilitou todo o processo. Desde o licenciamento até à própria construção, com resultados substancialmente melhores do que um processo ‘tradicional’, em que se tenta melhorar algo que já existe ou já está definido e se tenta adaptar para metas sustentáveis.
A arquitetura, por exemplo, quando é pensada desde o início com uma determinada funcionalidade, resulta melhor do que se depois for adaptada – partindo do princípio que pode, porque, muitas vezes, isso não é possível.
Como refere Cláudio Correia, diretor de engenharia do Ombria Resort, há uma sequência natural daquilo que se pretende como objetivo final. E, se desde o início estava bem claro a questão da eficiência energética, sustentabilidade, respeito pela natureza, torna-se tudo muito mais fácil e as próprias pessoas, os arquitetos e os designers recebem a informação e podem trabalhá-la de forma interligada. Desde a arquitetura, os materiais utilizados e mesmo as soluções de energia.
Como lembra o engenheiro, hoje os edifícios são responsáveis por 30 a 40% do consumo total de energia. E esta situação deu um alento extra a que as empresas encontrassem soluções de energia mais verdes. No caso específico do Ombria, o principal vetor de otimização energética passou pela utilização da geotermia. Optou-se por utilizar o sistema geotérmico superficial ou também chamado de ‘baixa profundidade’, que utiliza a diferença entre a temperatura do ar e a temperatura estável do solo que, com a ajuda de bombas de calor reversíveis, geram energia que é utilizada para controle climático de ambientes interiores (aquecimento no inverno, arrefecimento no verão), fornecimento de água quente e aquecimento de piscinas, ao longo de todo o ano, com segurança e responsabilidade.

No Ombria a temperatura é inferior a 30 graus porque, como explica, a partir de uma profundidade de cerca de 10 metros a temperatura do solo é constante, na ordem dos 16 graus. “A geotermia é, basicamente, a energia em forma de calor que está armazenada no subsolo”, explica Cláudio Correia, acrescentando que o empreendimento irá aproveitar essa energia para fazer trocas de calor para fazer arrefecimento ou aquecimento, consoante a estação do ano. Tendo em conta que naquela zona a temperatura do solo é constante, usam bombas de calor geotérmicas – bombas de calor ‘normais’, mas adaptadas à geotermia. Qual a vantagem? “Iremos ter um baixo saldo térmico e uma temperatura constante – 17 graus – o que significa que o esforço que a bomba de calor tem de fazer, para cumprir com as necessidades mínimas de conforto, é menor. Se tivermos em conta que se estabeleceu como mínimo de conforto os 23 graus significam que as bombas de calor apenas têm de atuar entre os 17 e os 23 graus. Algo completamente diferente se a temperatura base fosse, por exemplo, 10 graus.

Como explica o engenheiro, no Ombria Resort este tipo de geotermia era pouco conhecido na zona do Mediterrâneo, sendo mais utilizada nos países nórdicos para o aquecimento dos edifícios. “Mas o desenvolvimento destas bombas de calor que fazem aquecimento e arrefecimento trouxe uma nova solução para a climatização” das águas quentes sanitárias e do aquecimento da água das piscinas do empreendimento turístico.
Ou seja, o sistema geotérmico utiliza a diferença entre a temperatura do ar e a temperatura estável do solo que, com a ajuda de bombas de calor reversíveis, geram energia que é utilizada para controle climático de ambientes interiores (aquecimento no inverno, arrefecimento no verão), fornecimento de água quente e aquecimento de piscinas, ao longo de todo o ano, com segurança e responsabilidade.
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O isolamento escolhido vai também de encontro à escolha final de arquitetura.

As vantagens desta energia de fonte renovável, limpa e disponível 24 horas por dia, são significativas: baixas emissões de CO2, é completamente livre de riscos para a comunidade e permite reduzir os custos de energia para os proprietários dos apartamentos Viceroy Residences. Isto porque as próprias bombas de calor “sofreram” desenvolvimento, por forma a serem mais eficientes. Transformam um 1 Kw elétrico em 8 Kw de energia.

Há ainda uma outra questão, que normalmente passa despercebida, mas que Cláudio Correia fez questão de frisar. A poluição visual. Para evitar isso, o Ombria optou por colocá-las na cave. Localização que também ajuda a potenciar a sua eficiência silenciosa. Sem esquecer que estamos a falar de equipamentos com uma vida útil que pode ir dos 20 aos 30 anos e que, no caso do Ombria, têm a vantagem de não estarem sujeitas à intempérie, pelo que não sofrem tanto desgaste ou necessitam de tanta manutenção.

De referir que a solução abarca o hotel de 5 estrelas Viceroy at Ombria Resort, 65 apartamentos para venda (Viceroy Residences), restaurantes, centro de conferências, o Clubhouse do campo de golfe, Spa, entre outras infraestruturas. 

Como tudo se processa?

Como tudo se processa? Basicamente “cada edifício tem uma central térmica”. Dependendo das necessidades de cada edifício é definido o número de bombas de calor. Normalmente quatro, porque a empresa optou pela redundância. Em caso de avaria as duas bombas extra entram imediatamente em funcionamento.

A pensar na sustentabilidade – diga-se ter a menor pegada de carbono possível – mas, também, em potenciais necessidades de intervenção técnica, o empreendimento optou por fornecedores espanhóis e portugueses.

Um dado interessante. Só para o hotel e para o Club House foram feitos 244 furos, com profundidades entre 100 a 125 metros, onde há a apetência necessária para climatização, águas quentes sanitárias e aquecimento de algumas piscinas.
A solução de geotermia vai também ser utilizada noutras partes do empreendimento, nomeadamente a parte das moradias e o aldeamento de quatro estrelas. Apenas a zona dos apartamentos e das moradias geminadas não irão beneficiar desta solução.
Ainda sobre a geotermia a opinião de Cláudio Correia é que, em Portugal, falta regulamentação e que o conhecimento seja divulgado, por forma a ser mais utilizado.

Mas a política de sustentabilidade do resort não termina na geotermia. Também foram instalados painéis fotovoltaicos para aquecimento de águas. “Não vão produzir energia”. A explicação é simples. Ao estar em área da rede Natura a instalação dos painéis ia colocar em risco espécies protegidas.

Ainda na questão da sustentabilidade o resort optou por utilizar diatonix termoativo, um revestimento térmico, à base de cortiça e cal que está a ser instalado em todo o empreendimento. A cortiça não só cumpre com a política da empresa de utilizar o máximo de produtos locais como é um material natural e tem ainda a particularidade de ter um lambda – coeficiente de transmissão térmica – que é de 0.037, um dos mais baixos do mercado.

Como definição técnica a condutividade térmica λ (lambda) representa a quantidade de calor que passa por um material de espessura e=1m e superfícies S=1m2 durante um espaço de tempo de 1 hora, quando a diferença de temperatura é de 1°C.

Ou seja, a utilização deste isolamento garante que a casa no verão fica mais fresca e no inverno mais quente – sem ter de recorrer a soluções de climatização extra.
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Para preservar a biodiversidade e as espécies vegetativas, foi construído um viveiro no local onde se preservam espécies indígenas, incluindo a azinheira e o sobreiro.

Arquitetura Bioclimática

O isolamento escolhido vai também de encontro à escolha final de arquitetura. A nova visão desta ‘arte’ aponta para adaptar a mesma à envolvente e aos objetivos energéticos do edifício. No caso do Ombria implicou alterar o projeto inicial e, em vez de um único edifício, ter vários. Uma espécie de aldeia algarvia. A par disso optou-se por recorrer a métodos de construção algarvia antigos e materiais de origem local adaptados ao clima da região.
É certo que, em termos de manutenção, a escolha por vários edifícios em vez de um único, complica ou torna mais difícil a operação. Mas visualmente é mais agradável e permite uma maior interação entre as pessoas.
Por outro lado, a par da opção por uma arquitetura tradicional, a escolha de um isolamento com cal também significa (um pouco) o regresso às técnicas antigas.

O Ombria em dados 

  • Para além de uma arquitetura bioclimática, o Ombria Resort investiu cerca de 2 milhões de euros na instalação de um dos maiores sistemas de geotermia da Península Ibérica.
  • Para preservar a biodiversidade e as espécies vegetativas locais, foi construído um viveiro no local onde se preservam espécies indígenas, incluindo a azinheira e o sobreiro, e ainda o Tomilho-da-cabeça (Thymus Lotoceplalus) e o Jacinto Azul do Barrocal (Bellevalia hackelii). Estas árvores e plantas estão a ser cultivadas no viveiro do resort e plantadas na propriedade – atualmente já foram plantadas 2 mil azinheiras.
  • Foi instalada uma rede de painéis solares a vácuo, este recurso natural abundante na região será aproveitado pelo sistema geotérmico, direcionado para o controlo do clima e do aquecimento de piscinas externas.
  • É feita uma gestão da eficiente da água, incluido para regra dos espaços verdes e do campo de golfe.
  • Foram instalados pontos de carregamento de veículos elétricos.
Concreta Arquitetura Construçao Desenho Engenharia 13 - 16 outubro 2022CEES 27 - 30 june 2023 Funchal / Portugal International ConferenceAssociação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes

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