Assim, investigadores do Institute for Lightweight Structures and Conceptual Design, na Universidade de Estugarda (ILEK), estão a trabalhar no desenvolvimento de um novo tipo de fachadas de edifícios para melhorar a gestão urbana da água da chuva e da temperatura. Christina Eisenbarth desenvolveu um sistema de fachada hidroativa que funciona como uma área de retenção artificial na envolvente do edifício.
Estes elementos leves da fachada têxtil absorvem a água da chuva que atinge a envolvente do edifício e libertam água em períodos quentes, para arrefecer naturalmente o interior do edifício. Foto: Christina Eisenbarth, ILEK, Universidade de Estugarda.
Estes elementos leves da fachada têxtil, denominados HydroSKIN, absorvem a água da chuva que atinge a envolvente do edifício num ângulo e libertam água em períodos quentes, a fim de arrefecer naturalmente o interior do edifício e o espaço urbano através da evaporação.
O tamanho dos elementos é flexível e o seu peso superficial mínimo permite uma montagem fácil em todas as fachadas convencionais em construções novas e em edifícios existentes.
O elemento central do HydroSKIN é um tecido espaçador, com duas camadas têxteis, que são mantidas separadas por fios e, portanto, bem ventiladas. A excelente circulação de ar ajuda à evaporação da água e amplia o efeito de arrefecimento da fachada.
A implementação de materiais têxteis na fachada de edifícios abre um novo espectro de funcionalidades: com um peso mínimo por unidade de área, a utilização de têxteis especiais como superfície de retenção permite uma absorção descentralizada, uma utilização direcionada e uma libertação controlada da água da chuva.
O objetivo da investigação passa pelo desenvolvimento de um elemento hidroativo da fachada que permita uma redução considerável da água de escoamento através da retenção da água da chuva que atinge a fachada, bem como uma diminuição do efeito ilha de calor urbana através do arrefecimento evaporativo do edifício e do seu ambiente pela água absorvida.
Testes laboratoriais provaram que a temperatura da superfície da fachada HydroSKIN poderia ser reduzida em aproximadamente 10 graus pelo efeito de arrefecimento por evaporação. Estes materiais estão a ser testados sob condições meteorológicas reais no arranha-céus D1244, da Universidade de Estugarda.
Estes materiais estão a ser testados sob condições meteorológicas reais no arranha-céus D1244, da Universidade de Estugarda. Foto: Christina Eisenbarth, ILEK, Universidade de Estugarda.
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