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Janelas e economia circular

‘Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma’* e as janelas de todos os materiais também

João Ferreira Gomes, presidente da ANFAJE05/12/2023
O setor das janelas, portas e fachadas eficientes está já a pôr em prática uma estratégia de gestão assente na economia circular
Atualmente, estamos a ser confrontados com os impatos de comportamentos de consumo pouco racionais, de decisões pouco ponderadas na otimização do uso dos recursos naturais e no tratamento e gestão dos resíduos gerados, e de falta de análise do ciclo de vida dos produtos. Debatemo-nos com temas essenciais como a economia circular e a sustentabilidade, como forma de combater as alterações climáticas e de preservar a qualidade do legado para as gerações futuras.
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A Europa ambiciona ser o primeiro continente a atingir a neutralidade carbónica, em 2050, e, para tal, aposta na poupança e na melhoria da eficiência energética dos edifícios, definindo, reforçando e executando novos planos e novas diretivas. O programa “Renovation Wave”, cujo principal objetivo é duplicar a taxa anual de edifícios reabilitados em toda a União Europeia, com um enfoque na melhoria do conforto e na eficiência energética, revela uma maior preocupação com o projeto de arquitetura, a conceção e a renovação dos edifícios, incorporando princípios relativos à denominada economia circular, sustentabilidade e ao aumento da resiliência dos edifícios face às alterações climáticas.

Neste quadro, as janelas, portas e fachadas eficientes reforçam o seu contributo indispensável para alcançar os objetivos e metas definidas a nível europeu, uma vez que permitem melhorar o conforto, o desempenho energético e reduzir as emissões de CO2, aumentando a poupança energética e a qualidade da construção.

A par disto, a consciencialização de que todos temos de agir para deixar um “planeta melhor e mais verde” para as gerações futuras, exige um imprescindível foco no tema da economia circular. E, assim, apela-se a toda a fileira da construção (promotores imobiliários, projetistas, construtores e produtores de materiais de construção), a aplicação da teoria dos três “R” da proteção ambiental (reutilizar, reciclar e reduzir). Este desafio está igualmente colocado às empresas do setor das janelas, portas e fachadas.

João Ferreira Gomes, presidente da ANFAJE
João Ferreira Gomes, presidente da ANFAJE

Nos projetos de reabilitação, a decisão mais frequente e imediata é substituir as caixilharias existentes por novas caixilharias mais eficientes. No entanto, a remoção das janelas e portas antigas pode dar lugar à reutilização desses produtos para novos usos (por exemplo, podem ser adaptados para mobiliário, divisórias, prateleiras, portas de armários, estufas e jardins verticais).

A reciclagem é outro dos pontos importantes, tanto na tomada de decisão da substituição das janelas, como no tratamento dos resíduos resultantes da remoção das caixilharias antigas. O vidro, elemento dominante na fabricação de janelas, tem uma capacidade inesgotável de incorporação na produção de novo material. Os perfis das janelas (sobretudo os de madeira, alumínio e PVC), bem como outros componentes e acessórios (ferragens) também podem ser reciclados, dando origem a nova matéria-prima que serve para a produção de novos perfis de caixilharia, sem comprometer o seu desempenho técnico e funcional. A gestão dos resíduos resultantes da produção das janelas e da instalação em obra é igualmente indispensável para atingir excelentes resultados ao nível da reciclagem.

As janelas, portas e fachadas eficientes, pelas suas caraterísticas técnicas, ajudam a reduzir as emissões de CO2 dos edifícios, ao longo da utilização dos edifícios durante a sua vida útil. A sua produção é hoje realizada recorrendo a processos otimizados no sentido de reduzir os consumos energéticos, a produção de resíduos e desperdícios, contribuindo para a diminuição dos respetivos impactos ambientais.

O setor das janelas, portas e fachadas eficientes está já a pôr em prática uma estratégia de gestão assente na economia circular, apostando na reintegração de componentes no circuito produtivo, salvaguardando o uso parcimonioso da exploração dos recursos naturais e reduzindo a pegada ecológica de produtos e de processos produtivos, mantendo as condições de conforto e eficiência energética a que já nos habituámos. No setor das janelas, portas e fachadas eficientes existe já uma maior consciencialização da necessidade de projetar e fabricar produtos ecológicos, recicláveis ou com componentes e elevada percentagem de matéria-prima reciclada.

O setor continua a ser desafiado a oferecer produtos cada vez mais eficientes, inteligentes e sustentáveis. Neste quadro, continuamos a assistir a um esforço permanente por parte das empresas do setor em investir no avanço tecnológico e na inovação ao nível dos produtos. Por isso, congratulamo-nos com o facto de que a maioria das empresas associadas da ANFAJE esteja há muitos anos empenhada no caminho da sustentabilidade dos seus produtos, conseguindo definir metas e objetivos cada vez mais ambiciosos, e obtendo as mais exigentes Declarações Ambientais de Produtos (DAP) e certificações que comprovam a aquisição responsável de matérias-primas, a existência de ciclos fechados de material e reciclagem e a adoção de estratégias de gestão dos processos que contribuem para uma crescente sustentabilidade dos produtos.

* citação da Lei de Lavoisier

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