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Empresas do setor das janelas apontam para crescimento em 2024

Redação Induglobal12/02/2024

“Ao nível de materiais, a evolução dos perfis de alumínio de corte térmico, perfis em PVC e vidros de controlo solar, térmico e acústico acrescentam muito valor às janelas” - CAAP

“Precisamos de mão-de-obra com um grande nível de especialização e não a encontramos” - Cruz de Oito
O negócio das janelas e caixilharias está a correr bem. É, pelo menos, a conclusão que se pode retirar das declarações de dois operadores do mercado. A tecnologia está a tornar-se mais robusta, o negócio está a crescer. O grande desafio é a contratação de mão-de-obra. Entre empregos mais leves e a emigração, a construção civil luta para captar e reter recursos humanos.
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Em 2023, a CAAP cumpriu os objetivos contidos no plano estratégico da empresa no segmento das janelas. “O balanço foi positivo”, diz Vítor Pereira, administrador da CAAP, em declarações à Novo Perfil.

O pior poderá ter passado. Vítor Pereira recorda que, em 2022, a empresa “sofreu um forte impacto com o aumento dos custos das matérias-primas”, mas que em 2023, não obstante preços que se mantiveram em alta, “registou-se uma ligeira baixa no preço do vidro”. Na prática, “os preços tiveram de ser ajustados, pois trabalhamos num princípio de cost plus e a componente de matérias-primas é muito importante na formulação do preço”, salienta o administrador da CAAP.

Por seu lado, a Cruz de Oito, assinala que, não obstante os problemas relacionados com a logística, a empresa cresceu em 2023. “O volume de negócios terá crescido 47%”, tendência que se estende à cadeia de abastecimento. As palavras são de Pedro Freiras, diretor-geral da Cruz de Oito, que acrescenta ainda: “boa parte dos parceiros também cresceram, incluindo clientes e fornecedores”.

Pedro Freitas assinala alguns projetos em que a empresa esteve envolvida, nomeadamente obras especiais em vidro para o setor da habitação e uma grande estrutura geodésica para um edifício de escritórios.

Desafio de 2024 é a escassez de mão-de-obra

Em 2024, o grande desafio do setor das janelas é encontrar mão-de-obra qualificada. Tanto a CAAP como a Cruz de Oito assinalam essa lacuna. Existe, especialmente na área da produção, “falta de mão-de-obra qualificada”, diz Vítor Pereira. Para dar resposta a este problema “é importante dotar a empresa de meios tecnológicos digitais ajustados a áreas críticas do processo de fabrico”.

Para 2024, Pedro Freitas antecipa a continuação do crescimento acentuado da empresa. “A loucura é tanta que até tenho medo”, diz, ao referir-se ao volume de projetos que já tem em pipeline: “já orçamentei seis vezes o volume de negócios de 2023, estou seis vezes acima dos contratos habituais para esta altura do ano”. Mas, nem tudo são rosas: “deparo-me com o problema da falta de mão-de-obra”, assinala.

“Precisamos de mão-de-obra com um grande nível de especialização e não a encontramos”, lamenta o diretor-geral da Cruz de Oito. “O nosso maior concorrente, em termos de mão-de-obra, é o Mercadona, com os seus pacotes salariais muito interessantes, que atraem os jovens com o 12º ano com entre 22 e 27 anos, que deixam de estar disponíveis para trabalhar na construção civil”. O responsável da Cruz de Oito está a tentar aumentar o pacote salarial para dar resposta a este desafio.

Mas o desafio vai além da captação, passando também pela retenção. “Hoje, os profissionais com formação acabam por ir para o estrangeiro. Jovens com entre 28 e 32 anos saem com muita naturalidade”, constata Pedro Freitas.

Do lado das oportunidades, Vítor Pereira aponta para a continuação dos apoios europeus. É fundamental “aproveitar os investimentos do Plano de Recuperação e Resiliência português (PRR) ligados á eficiência energética” e incluir um “maior valor acrescentado na venda”.

Sobre as vantagens do PRR, Pedro Freitas explica que, “quando há incentivos, são libertados custos aos donos da obra, o que beneficia o negócio indiretamente”. A Cruz de Oito não trabalha com o consumidor final.

O mercado das janelas é complexo e envolve uma miríade de operadores no mesmo, desde fabricantes de janelas, a fabricantes de perfis para janelas, e também portas, a processos de fabrico como a extrusão de alumínio além, naturalmente, dos serviços de consultoria e toda a cadeia comercial.

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Automatização dos processos de produção

A fileira da produção de janelas está a automatizar o processo de produção e de controlo de produção, tirando partido da transição digital, o que tem um impacto positivo “na eficiência e na qualidade de fabrico e venda”, explica Vítor Pereira.

A CAAP considera que a evolução dos materiais tem contribuído para o desenvolvimento do setor. “Ao nível de materiais, a evolução dos perfis de alumínio de corte térmico, perfis em PVC, e vidros de controlo solar, térmico e acústico têm sido muito importantes e acrescentam muito valor às caraterísticas técnicas das janelas”, explica Vítor Pereira.

Os avanços tecnológicos já passaram pelas várias fases de investigação e testes e estão agora incluídos na automatização dos processos de fabrico e de personalização. Integrados no grande guarda-chuva da digitalização dos processos, facilitam a produção.

Questionado sobre as novas tecnologias que estão a ser aplicadas, Pedro Freitas assinala que “não há propriamente novas tecnologias. O que acontece é que só agora estão a ser utilizadas, como o caso de vidro estrutural para colagens estruturais”. No fundo está-se numa fase de “maior solidificação técnica e também de certificações”. Na prática, “deixamos de estar dependentes de fornecedores internacionais, com um custo mais elevado, para encontrar preços mais apetecíveis para o mercado português”, explica Pedro Freitas.

Sustentabilidade anima o mercado

Janelas eficientes, materiais sustentáveis, a economia circular e a eficiência energética contribuem para o desenvolvimento do mercado. Muitos estão a tirar partido dos apoios europeus, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, que tem permitido a muitas famílias renovar as suas janelas e aumentar a eficiência energética das suas casas e apartamentos.

É incontornável o foco crescente na eficiência energética em edificações. Para o efeito, “as empresas estão a responder de forma positiva”. A CAAP, é associada da ANFAJE - Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes, que tem um papel muito ativo nesta área”, esclarece Vítor Pereira.

Além disso, o “setor está a contribuir para a redução das emissões de CO2”, ao utilizar alumínio e PVC reciclado”, diz Vítor Pereira. Entre os materiais e processos inovadores encontram-se vidros inteligentes, para controlo de luz e temperatura, integração de células fotovoltaicas para gerar energia solar, materiais reciclados e sustentáveis, fabricação digital e impressão 3D”.

Na construção, está a aumentar a utilização de “janelas minimalistas com máximo de vidro e menos perfil, estando as empresas cada vez mais a apostar no marketing, canais de venda, desenvolvimento da função, projeto e preparação”, conclui o responsável da CAAP.

Por seu lado Pedro Feiras refere que o cliente procura “um maior nível de eficiência energética com um baixo nível de manutenção” e ainda “arrojo técnico e design contemporâneo”.

Para rematar, importa referir que o mercado do vidro é sustentável per se. “Para fazer vidro novo é necessário 18 a 22% de vidro velho”, é um material por natureza de origem reciclada, explica Pedro Freitas.

CAAP

A CAAP é uma empresa especializada em segmentos de produtos como os sistemas de caixilharias em PVC, alumínio e aço, serralharias complexas e estruturas metálicas, bem como a aplicação de revestimentos em fachadas de edifícios.

Cruz de Oito

A Cruz de Oito é uma empresa vocacionada para a conceção e execução de obras diferenciadas em vidro e suas estruturas portantes, concretizando obras que na sua linha dorsal são constituídas por vidro.

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