Portugal é, atualmente, o único país da Europa a registar excesso de mortalidade, segundo dados da rede europeia EUROMOMO. No período de um mês, morreram mais cerca de 2.600 pessoas do que o esperado, um indicador preocupante que coloca o país em destaque negativo, no contexto europeu, e levanta alertas sobre fatores estruturais que afetam a saúde da população.
Entre as causas apontadas está a persistente pobreza energética, que impede muitos portugueses (incluindo famílias de classe média) de aquecer adequadamente as suas habitações durante o inverno. A falta de conforto térmico agrava problemas de saúde, sobretudo doenças respiratórias e crónicas, afetando de forma particular as populações mais vulneráveis, como os idosos, num contexto também marcado por surtos sazonais de gripe.
A ANFAJE continua a alertar que a melhoria do isolamento térmico da habitações, nomeadamente através da substituição de janelas antigas por janelas eficientes, é essencial para reduzir estes impactos e evitar o agravamento de determinados problemas de saúde. Além disso, a associação reforça a necessidade de uma estratégia nacional contínua para aumentar o conforto das habitações, com políticas públicas estáveis e transversais a diferentes ciclos políticos, capazes de combater de forma eficaz a pobreza energética e melhorar as condições de vida e de saúde, em Portugal.


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