Com esta ampliação, a Exlabesa aumentará a capacidade da fábrica de Soure de 16.000 para 45.000 toneladas anuais
A expansão incorpora tecnologia de última geração e permitirá aumentar a utilização de alumínio reciclado de 60% para 90%
A Exlabesa, líder na produção de alumínio para a indústria e arquitetura, dá um passo decisivo com o projeto Coimbra 2030, um investimento de 40 milhões de euros destinado a transformar a sua fábrica em Soure, no distrito de Coimbra, num centro de inovação e produção de excelência. Com esta ampliação, a empresa aumentará a sua capacidade de 16.000 para 45.000 toneladas anuais, incorporará tecnologia de última geração e criará 300 novos postos de trabalho, reforçando simultaneamente a sua presença em mercados europeus estratégicos.
Durante a apresentação do projeto, o presidente da Câmara Municipal de Soure, Rui Fernandes, destacou o impacto positivo da multinacional nos seus três anos de atividade e sublinhou que o investimento será um motor chave para o desenvolvimento socioeconómico do município.
Por seu lado, Ramón Vázquez, gerente da Exlabesa em Portugal, afirmou: “hoje damos um passo decisivo na nossa estratégia de crescimento. Estamos convencidos de que este projeto representa um avanço estratégico tanto para a Exlabesa como para a região de Soure, uma vez que impulsionará o desenvolvimento industrial da área através da criação de emprego e do fortalecimento do tecido empresarial, tudo isto sob os princípios de inovação e sustentabilidade que definem a nossa empresa”.
A ampliação permitirá aumentar a capacidade de produção de 16.000 para 45.000 toneladas anuais, um incremento de 181%. Este feito será alcançado através da instalação de três novas prensas de extrusão e de uma linha de lacagem. A primeira prensa terá 12 polegadas e 45 MN, enquanto as outras duas serão adaptadas às necessidades do mercado.
“Será uma das instalações mais avançadas de Portugal em termos de capacidade produtiva e inovação tecnológica”, sublinhou Vázquez. Atualmente, a fábrica de Soure, inaugurada em 2022, ocupa 10.000 m², conta com duas linhas de extrusão de última geração e um sistema de lacagem vertical, e emprega mais de 100 pessoas. Com a expansão, a área total triplicará para 30.000 m², incorporando soluções de Indústria 4.0 que permitirão um controlo mais preciso dos processos produtivos.
Estas melhorias abrirão oportunidades em mercados de alto valor acrescentado, como o naval, defesa e mobilidade. “O nosso objetivo é transformar a forma como fabricamos, inovamos e operamos, reforçando a competitividade e o valor dos nossos produtos nos mercados internacionais”, afirmou Vázquez.
O Exlabesa Coimbra 2030 também incorpora um forte compromisso ambiental. A empresa aumentará a utilização de alumínio reciclado de 60% para 90% e reduzirá drasticamente a sua pegada de carbono, otimizando processos e recuperando materiais.
“Não se trata apenas de produzir mais, mas de produzir melhor, com responsabilidade ambiental e social”, destacou Vázquez, sublinhando que a sustentabilidade e a inovação são eixos estratégicos que fortalecem a competitividade da empresa.
O projeto irá gerar 300 novos postos de trabalho, somando-se aos 100 atuais, com especial foco na formação e no desenvolvimento do talento local. A Exlabesa procura consolidar Soure como um polo de inovação e conhecimento na extrusão de alumínio.
“Só através da colaboração público-privada poderemos construir um futuro sólido e transformador para a comunidade”, afirmou Vázquez, recordando que o investimento fortalece toda a cadeia produtiva e tecnológica da região.
O presidente da Câmara de Soure, Rui Fernandes, acrescentou: “o impacto da Exlabesa é realmente um impacto regional. O investimento já é uma realidade; estão a decorrer trabalhos como movimentos de terra e queremos concluir todo o processo de licenciamento no primeiro trimestre do ano. Para Soure, não há nada mais importante do que concretizar o investimento”.
Através do Exlabesa Coimbra 2030, a empresa reforça a sua liderança industrial e tecnológica na Europa, demonstrando que a convergência entre inovação, sustentabilidade e talento humano pode traduzir-se num impacto positivo e duradouro na economia, na sociedade e no meio ambiente.


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