A Trelleborg Sealing Solutions anunciou o lançamento de duas novas variantes de borracha EPDM com pegada de carbono significativamente reduzida - até menos 55% - destinadas a aplicações industriais exigentes, sem comprometer o desempenho técnico.
A Trelleborg Sealing Solutions anunciou uma evolução relevante no desenvolvimento de polímeros industriais com menor impacto ambiental, ao lançar duas novas variantes de borracha de etileno-propileno-dieno (EPDM) com uma pegada de carbono do produto (PCF) até 55% inferior.
De acordo com a empresa, a nova gama inclui dois compostos –com dureza de 70 Shore A e 80 Shore A – que mantêm um desempenho equivalente ao dos EPDM convencionais, apesar da redução significativa da sua pegada ambiental.
Segundo Jekaterina Miller, gestora de projeto na Trelleborg Sealing Solutions, estes materiais são produzidos a partir de polímeros base de origem não fóssil, obtidos a partir de matérias-primas renováveis e biocirculares, como óleo alimentar usado, palha, resíduos florestais e óleo de resina.
A responsável destaca que a utilização destas fontes circulares permite alcançar reduções até 61% na pegada de carbono ao nível do composto. Ainda assim, sublinha, as formulações finais apresentam características comparáveis às dos elastómeros EPDM convencionais de origem fóssil, assegurando um desempenho equivalente em aplicação.
Com base nesta abordagem, a empresa estima que os artigos moldados produzidos com estes compostos possam atingir reduções da PCF até 33% (no caso do composto de 70 Shore A) e até 55% (no de 80 Shore A), recorrendo a uma metodologia de cálculo reconhecida.
A gama integra os materiais E7T11 (70 Shore A) e E8T12 (80 Shore A), concebidos para a produção de o-rings, juntas e componentes de engenharia por medida. Estes materiais destinam-se a aplicações em diversos setores, incluindo automóvel, industrial, transformação, automação, energia, agricultura, construção e mineração.
No plano funcional, os novos EPDM são indicados para sistemas de vedação em motores, portas, bombas, válvulas, conectores de linha, eletrodomésticos, cilindros pneumáticos, painéis solares, escotilhas e portas marítimas, bem como em sistemas de aquecimento, ventilação, ar condicionado, congelação e refrigeração.
Os compostos foram desenvolvidos em parceria com a Arlanxeo, fornecedora de matérias-primas e especializada em soluções sustentáveis. Os polímeros utilizados têm origem em recursos como óleo de cozinha usado, palha, resíduos florestais e óleo de resina. Ao nível do composto, o E7T11 apresenta uma redução da pegada de carbono de 51%, enquanto o E8T12 atinge uma redução de 61%, em comparação com materiais convencionais.
Os EPDM biocirculares da Arlanxeo são certificados pela ISCC Plus, através de um modelo de balanço de massa que permite rastrear a incorporação de matéria-prima biocircular na produção. Segundo a empresa, este sistema assegura a correspondência entre o volume de produtos comercializados sob a marca Keltan Eco-BC e a quantidade de matéria-prima sustentável utilizada.
Posteriormente, a Trelleborg incorpora estes polímeros numa formulação que inclui negro de fumo reciclado, proveniente, por exemplo, de pneus em fim de vida, contribuindo adicionalmente para a redução do impacto ambiental dos compostos finais.
Para garantir a robustez da metodologia de cálculo da pegada de carbono do produto, a Trelleborg colaborou com a Sphera Solutions, especialista em software de sustentabilidade e gestão de risco operacional. A metodologia encontra-se atualmente em processo de validação pela Dekra, entidade de certificação reconhecida a nível internacional.


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