BJ14 - Novoperfil Portugal

PERFIL 55 DOSSIER JANELAS: DESIGN E SUSTENTABILIDADE e intensidade da ventilação acaba por ser fundamental para garantir não só a qualidade do ar interior, mas também para proporcionar o arrefecimento. A estrutura das soluções da envolvente vem finalizar o equilíbrio perfeito entre o clima e a geometria do edificado. As características dos materiais vão influenciar a resistência térmica, o armazenamento térmico e a absorção solar. Com o aumento da relação entre área envidraçada e opaca, surgiram novas tecnologias como revestimentos de baixa emissividade, vidros duplos e triplos, e até mesmo vidro com células fotovoltaicas. Os espaçadores de baixa condutividade térmica também podem melhorar o desempenho da janela, diminuindo o valor Uw (Coeficiente de transmissão térmica) e reduzindo a condensação na janela. Por outro lado, mesmo com menor área na janela, os caixilhos podem ser responsáveis por uma parte significativa da transferência de calor entre o interior e o exterior, dependendo de suas propriedades de isolamento. Como resposta, o setor da construção tem vindo a desenvolver perfis cada vez mais eficientes, com ruturas térmicas, designs de caixilhos híbridos e preenchendo das cavidades do caixilho com material isolante. CLASSIFICAÇÃO DAS JANELAS A análise destes parâmetros para o projetista e o cidadão está facilitada com a etiqueta energética CLASSE+ da ADENE – Agência para a Energia, que permite conhecer de forma simples os parâmetros essenciais da solução no que toca à componente energética. O coeficiente de transmissão térmica Uw, fator solar do vidro (g) e classe de permeabilidade ao ar do perfil estão em destaque na etiqueta. É através destes valores que é feita a classificação das janelas, numa escala já conhecida de F (menos eficiente) a A+ (mais eficiente). Este instrumento permite não apenas o auxílio na escolha destas soluções, como vai ainda mais longe ao conseguir estimar o consumo de energia proporcionado por janelas com diferentes classes e o seu impacto na emissão de gases com efeito de estufa. A ADENE realizou um estudo para quantificar o impacto que estas soluções têmno consumo de energia para climatização dos edifícios e nas respetivas emissões GEE, com base no algoritmo de cálculo do CLASSE+, que permitiu comparar janelas não eficientes e eficientes. Os resultados foram apresentados no dia 27 de junho no Funchal (Madeira), no evento “International Conference on Construction, Energy, Environment and Sustainability - CEES 2023” organizado pelo Itecons Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico na Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade e CONSTNRC (Canada). Em suma, as janelas constituem uma das partes dos edifícios com maior impacto no consumo de energia e conforto dos ocupantes: a envolvente. A integração destas soluções nos nZEB deve ser feita com uma visão holística das várias vertentes a ter em conta na fase de projeto. Como resultado, vamos obter um design eficiente e preditivo da sustentabilidade do parque edificado, que pode ir mais além e alinhar com o conceito futuro dos ZEB. n [1] https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2666790822001604?via%3Dihub [2] https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0038092X19311429

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