BJ32 - Novoperfil Portugal

ENTREVISTA | CONCRETA 21 PERFIL A Concreta 2026 apresenta-se como um espaço de debate sobre construção colaborativa e sustentável. Quais são as principais expectativas da organização para esta edição, em termos de participação de expositores e visitantes, e que peso espera que tenha a componente internacional, quer ao nível das empresas, quer dos profissionais presentes? A Concreta 2026 pretende afirmar-se como o principal ponto de encontro dos profissionais da arquitetura, construção, engenharia e design em Portugal. Esperamos uma edição particularmente dinâmica, com um crescimento da participação de empresas expositoras e um reforço da qualidade do visitante profissional, mantendo o perfil altamente qualificado que caracteriza este certame. A internacionalização será uma dimensão estratégica desta edição. Pretendemos reforçar a presença de empresas estrangeiras e aumentar a participação de prescritores, arquitetos, engenheiros, investidores e compradores internacionais, transformando a feira numa plataforma privilegiada para a promoção da indústria portuguesa, para o estabelecimento de parcerias e para a abertura de novos mercados. Mais do que uma exposição comercial, a Concreta é um espaço onde se encontram quem projeta, quem fabrica, quem constrói e quem decide, criando condições para gerar negócios, conhecimento e inovação. O programa técnico desta edição privilegia temas como a construção colaborativa, a descarbonização e a inovação aplicada. Quais acredita que serão as grandes tendências em destaque na Concreta 2026 e de que forma refletem as mudanças que o setor da construção e da instalação está a viver? O setor atravessa uma transformação profunda e a Concreta procurará refletir essa realidade. A construção colaborativa será o grande eixo conceptual da edição de 2026, promovendo uma maior integração entre arquitetos, engenheiros, fabricantes, empreiteiros, promotores e entidades públicas. A descarbonização do ambiente construído será igualmente um dos temas centrais, abordando não apenas a eficiência energética dos edifícios, mas também o carbono incorporado nos materiais, a reutilização de recursos, a economia circular e a avaliação do ciclo de vida das construções. Paralelamente, ganharão destaque a industrialização da construção, a digitalização dos processos através do BIM [Building Information Modelling], a Inteligência Artificial, a automação, os novos materiais de baixo impacto ambiental e as soluções tecnológicas capazes de aumentar a produtividade e reduzir desperdícios. Estas tendências traduzem a evolução de um setor que procura construir melhor, com menor impacto ambiental, maior eficiência e maior capacidade de resposta às exigências atuais do mercado. A envolvente do edifício assume hoje um papel determinante no desempenho energético e sustentável dos edifícios. Que soluções e inovações poderão os visitantes encontrar nesta área? A envolvente do edifício é hoje um dos principais fatores para a eficiência energética, o conforto e a sustentabilidade. Os visitantes encontrarão soluções inovadoras ao nível de fachadas ventiladas, caixilharias de elevado desempenho térmico, vidros inteligentes, sistemas de proteção solar, materiais recicláveis, novos isolamentos e soluções industrializadas que melhoram simultaneamente a eficiência energética e a qualidade construtiva. Será também uma oportunidade para conhecer produtos desenvolvidos com menor pegada de carbono e soluções que respondem às novas exigências regulamentares e ambientais. Considera que a indústria da envolvente do edifício está preparada para responder aos desafios da descarbonização? A indústria portuguesa tem demonstrado uma enorme capacidade de adaptação e inovação. Muitas empresas já investem em investigação, certificação ambiental, novos materiais e processos produtivos mais eficientes. Naturalmente, continuam a existir desafios, sobretudo ao nível dos custos de investimento, da adaptação regulamentar e da qualificação dos recursos humanos. É precisamente Construção colaborativa, descarbonização dos edifícios, industrialização, BIM, Inteligência Artificial, automação, novos materiais de baixo impacto ambiental e tecnologias eficientes vão estar em destaque na feira da Exponor

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