ENTREVISTA | CONCRETA 22 PERFIL aqui que a Concreta assume um papel relevante: aproximando fabricantes, projetistas, universidades, centros tecnológicos e utilizadores finais, promovendo a divulgação das melhores práticas e acelerando a adoção de soluções mais sustentáveis. De que forma o BIM e a construção industrializada estarão refletidos na oferta expositiva da Concreta? Estas tecnologias estarão claramente representadas. A digitalização já deixou de ser uma tendência para passar a constituir uma necessidade competitiva. Os visitantes poderão contactar com soluções BIM, plataformas digitais de gestão integrada de projeto, processos de pré-fabricação, construção modular e automação, que permitem reduzir erros, otimizar custos e melhorar a coordenação entre todos os intervenientes. A própria filosofia da construção colaborativa assenta precisamente nesta integração digital entre projeto, fabrico e execução. Que contributo podem dar os fabricantes da envolvente do edifício para responder aos atuais desafios do setor? Os fabricantes assumem hoje um papel determinante na transformação do setor. Através da inovação tecnológica, da industrialização dos processos produtivos e do desenvolvimento de sistemas cada vez mais eficientes, conseguem reduzir tempos de obra, aumentar a qualidade, diminuir desperdícios e responder à escassez de mão de obra especializada. Além disso, produtos com maior durabilidade, melhor desempenho energético e menor impacto ambiental contribuem diretamente para edifícios mais sustentáveis e economicamente mais eficientes ao longo de todo o seu ciclo de vida. Ao cabo de mais de quatro décadas a acompanhar os profissionais de arquitetura, construção, engenharia e design, como se afirma, na sua 32.ª edição, a Concreta? A Concreta 2026 pretende afirmar-se como muito mais do que uma feira. Queremos que seja uma plataforma de reflexão, conhecimento, inovação e negócio, capaz de antecipar o futuro da construção em Portugal. O tema da construção colaborativa traduz uma mudança de paradigma. Os grandes desafios do setor — sustentabilidade, habitação, produtividade, digitalização, industrialização ou descarbonização — dificilmente poderão ser resolvidos por empresas ou especialidades a trabalhar isoladamente. Exigem cooperação, partilha de conhecimento e integração entre todos os agentes da cadeia de valor. Por isso, reforçámos significativamente a componente de conteúdos técnicos, com conferências, debates, demonstrações, apresentação de casos de estudo, projetos inovadores e iniciativas como o Prémio Concreta UNDER 40, que continua a distinguir o talento das novas gerações de arquitetos. Paralelamente, a feira contará com zonas de experimentação, espaços dedicados à inovação e às startups e momentos de networking que aproximam fabricantes, projetistas, construtores, investidores e decisores. A própria organização procurará ser coerente com os princípios que promove. Algumas opções expositivas adotadas nesta edição refletem uma preocupação efetiva com a redução do impacto ambiental do evento, demonstrando que a sustentabilidade não é apenas um tema de debate, mas também uma prática que queremos incorporar na organização da feira. Estamos convencidos de que a Concreta 2026 será uma edição particularmente relevante para o setor, reunindo conhecimento, inovação, oportunidades de negócio e uma forte participação dos profissionais que estão a transformar a forma como se projeta, constrói e gere o ambiente edificado. n “Reunimos uma forte participação dos profissionais que estão a transformar a forma como se projeta, constrói e gere o ambiente edificado”
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