BJ32 - Novoperfil Portugal

68 PERFIL CONSTRUÇÃO PASSIVHAUS Passive House em escala: Aveiro recebe conferência que quer transformar exceção em regra A 14.ª Conferência Passivhaus Portugal regressa ao Centro de Congressos de Aveiro, nos dias 20 e 21 de outubro, para colocar uma questão que ganha cada vez mais peso no setor da construção: como levar os princípios Passive House da moradia e dos projetos de menor dimensão para edifícios multifamiliares, unidades hoteleiras e empreendimentos com centenas ou milhares de habitações, mantendo desempenho, conforto, qualidade construtiva e viabilidade económica? Gabriela Costa A pergunta é particularmente relevante num momento em que a construção enfrenta simultaneamente desafios de eficiência, custos, conforto, qualidade e adaptação a um contexto climático mais exigente. Se a Passive House pretende deixar de ser uma solução excecional para se afirmar como uma abordagem corrente, será necessário demonstrar que pode ser aplicada em diferentes tipologias e a uma escala compatível com as necessidades do mercado. Sob o tema ‘Passive House: de excecional a essencial’, a edição de 2026 assume a escala como fio condutor e procura olhar para experiências onde esta transição já está a acontecer. Mais do que discutir o conceito em abstrato, o encontro organizado pela Associação Passivhaus Portugal pretende aproximar o debate da realidade do mercado, mostrando projetos, estratégias e soluções que podem ajudar a acelerar a adoção do padrão em Portugal. Um dos momentos mais aguardados da edição será protagonizado por Lloyd Alter. Arquiteto, autor e professor de Sustainable Design na Toronto Metropolitan University, o convidado canadiano irá abordar a relação entre arquitetura, edifícios, clima e qualidade de vida. A sua intervenção parte de uma questão que ultrapassa a eficiência energética dos edifícios: como habitar um planeta marcado por fenómenos climáticos extremos mais frequentes, temperaturas mais elevadas e maior instabilidade na utilização dos recursos? A discussão introduz uma dimensão mais ampla no programa e coloca o desempenho dos edifícios numa perspetiva de futuro. Eficiência e conforto deixam de ser vistos apenas como atributos técnicos e passam a estar relacionados com resiliência e capacidade de resposta às condições que irão marcar as próximas décadas. Outro destaque será a apresentação da experiência do Grupo LOBE, de Espanha. Jesús Díaz, diretor técnico da empresa, vai mostrar como foi desenvolvida uma estratégia que permitiu atingir cerca de sete mil fogos segundo o padrão Passive House. O caso espanhol coloca em cima da mesa uma

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