BJ32 - Novoperfil Portugal

73 PERFIL FERRAGENS: FECHADURAS E ACESSÓRIOS “Percebeu-se que [as ferragens] são o ponto de contacto direto entre o edifício e as pessoas: é algo que se toca e se usa todos os dias, durante décadas”, observa Daniela Castro, diretora de marketing da Tupai. Na sua leitura do mercado português, os profissionais estão hoje mais informados e exigentes, valorizando não apenas a estética, mas também “o desempenho, segurança, resistência, conformidade normativa e durabilidade”. A capacidade de resposta dos fabricantes passou igualmente a pesar na escolha. Fatores como prazos fiáveis, apoio técnico e flexibilidade para adaptar soluções assumem maior importância, a par de uma maior atenção à origem dos produtos e aos processos utilizados no seu fabrico. SEGURANÇA E ESTANQUIDADE COMEÇAM NO MECANISMO Nas caixilharias, a evolução das ferragens está ligada à necessidade de responder a vãos maiores, folhas mais pesadas e exigências de utilização diversificadas, tal como refere a Cruzfer: “a ferragem deixou de ser apenas um elemento mecânico de abertura e fecho, passando a contribuir para o desempenho global da caixilharia”. A empresa identifica entre as principais tendências a redução do esforço de manobra, as soluções ocultas, a possibilidade de afinação e a integração com sistemas de ventilação, motorização, automatização e controlo de acessos. A segurança e a estanquidade dependem, em grande medida, da forma como a ferragem mantém a folha na posição correta e assegura a compressão dos vedantes: “Na estanquidade, é essencial assegurar uma pressão de fecho uniforme, contribuindo para o desempenho da caixilharia face ao ar e à água”, sublinha a Cruzfer. A distribuição dos pontos de fecho, a robustez dos componentes e a resistência à corrosão e ao desgaste são, por isso, aspetos determinantes. A ferragem é, assim, “analisada, hoje em dia, como parte integrante do desempenho do vão, em conjunto com o perfil, o vidro, os vedantes e a instalação”, considera a empresa. O objetivo deixa de ser apenas garantir a abertura e o fecho e passa por assegurar o comportamento esperado do conjunto. REABILITAR EXIGE SOLUÇÕES ADAPTÁVEIS Na construção nova, os componentes podem ser definidos desde o início em função da arquitetura, das dimensões dos vãos e das exigências de utilização. Na reabilitação, o cenário é mais condicionado: há caixilharias existentes, limitações de espaço, dimensões específicas e sistemas de fixação que nem sempre possibilitam a substituição direta: “ao contrário da construção nova, em que todos os componentes podem ser definidos de raiz, na reabilitação é essencial garantir a compatibilidade entre a nova ferragem e a caixilharia existente”, explica a Cruzfer. A versatilidade das soluções e o apoio técnico tornam-se, por isso, particularmente relevantes. Também as exigências regulamentares influenciam a especificação. A seleção não pode limitar-se à compatibilidade dimensional ou ao desenho do produto: é necessário considerar o comportamento do conjunto e as condições reais de utilização. A ventilação é um exemplo dessa articulação. Entre as soluções destacadas pela Cruzfer, dentro do portefólio da empresa, estão os sistemas UNI-JET Climate/SeClimate, que permitem ventilação natural mantendo a segurança da janela. A empresa realça ainda os sistemas de microventilação que criam uma abertura perimetral reduzida da folha, permitindo renovar o ar sem recorrer à abertura convencional da janela. AUTOMATIZAÇÃO SEM PERDER DE VISTA A FACILIDADE DE UTILIZAÇÃO A integração tecnológica é outra das linhas de evolução das ferragens. A motorização, os sensores e os sistemas de controlo de acessos aproximam estes componentes da lógica dos edifícios inteligentes. Já as soluções para grandes vãos respondem a novas exigências de utilização e acessibilidade. “A ferragem deverá estar cada vez mais ligada a sistemas de controlo de acessos, sensores, motorização e gestão inteligente dos edifícios”, antecipa a Cruzfer. A empresa destaca, neste contexto, o GU 923, para sistemas de harmónio, o GU 934, para soluções elevadoras, e o PSL, orientado para grandes vãos, folhas pesadas e acessibilidade. Para as portas, aponta ainda as soluções GU-Secury, que conjugam segurança e conforto de utilização, bem como sistemas de motorização e controlo de acessos. Coleção LUME. Foto: Tupai.

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