BJ32 - Novoperfil Portugal

74 PERFIL FERRAGENS: FECHADURAS E ACESSÓRIOS A evolução tecnológica não elimina, contudo, as exigências mecânicas fundamentais: os componentes continuam a ter de suportar os esforços previstos e funcionar de forma fiável. MENOS VOLUME, MAIS ENGENHARIA Nas ferragens de arquitetura, a evolução técnica cruza-se diretamente com as preferências por determinadas opções estéticas, nomeadamente superfícies contínuas, portas embutidas e soluções minimalistas. Em alguns projetos, a ferragem procura desaparecer, enquanto noutros assume deliberadamente um papel de destaque. Na Tupai, a procura por formas mais depuradas traduz-se em soluções como a série 5S, com rosetas de cinco milímetros, e a linha minimal, com soluções de dois milímetros. “Menos volume visual exige mais engenharia”, ressalta Daniela Castro. Por exemplo, a redução da espessura envolve, segundo a responsável, desafios de conceção, materiais e processos de fabrico. “A inovação só faz sentido quando responde a uma necessidade concreta do projeto”, acrescenta. A escolha dos materiais acompanha também a diversidade da arquitetura contemporânea. A Tupai trabalha latão, aço inoxidável, alumínio, zamak e bronze, materiais que permitem responder a diferentes exigências técnicas e intenções estéticas. Quanto à coerência entre peças, a possibilidade de manter uma linguagem comum em puxadores, fechos de janela, rosetas e outros acessórios permite dar continuidade ao desenho em diferentes pontos do edifício, fazendo da ferragem uma componente da composição global dos espaços. O ACABAMENTO TAMBÉM FAZ PARTE DO PROJETO Os acabamentos mate, escovados e texturizados respondem à procura por diferentes qualidades visuais e táteis, enquanto os tons quentes, o latão natural e as cores inspiradas em elementos minerais e terrosos aproximam as ferragens de materiais como a madeira, a pedra e o betão. O preto e os tons escuros continuam também presentes. A Tupai disponibiliza mais de 100 acabamentos, realizados na própria fábrica. A coleção LUME explora, por exemplo, azul, verde, bordeaux, castanho, terra, rose gold e bege, combinando tonalidades com texturas e reflexos que variam consoante a luz. “O mercado pede cada vez mais cor”, afirma Daniela Castro. O acabamento não é, contudo, apenas uma decisão visual: tem de responder ao contacto frequente, ao desgaste e às condições de utilização. A linha Natural Brass segue outra abordagem, apresentando o latão sem tratamento químico e permitindo que o material desenvolva uma pátina própria com o tempo e o uso. A proposta valoriza a expressão natural da matéria e integra o envelhecimento na linguagem do projeto. Na Tupai, as novidades incluem ainda a dobradiça invisível 1717, da XYZ Series, a gama ANUX, em alumínio, e a PRIVÉ, que integra o sistema de privacidade no próprio puxador, reduzindo os elementos visíveis na porta. O FABRICO E A DURABILIDADE CONTAM A qualidade final depende também do processo de fabrico. Na Tupai, a produção em Águeda remonta a 1976 e reúne, na mesma unidade, engenharia, desenvolvimento, produção, acabamentos, montagem e controlo de qualidade. O processo integra operações como estampagem a quente e a frio, injeção, fundição, corte, maquinação, polimento, galvanização e pintura. A integração destas etapas permite assegurar a consistência entre lotes, assegurar rastreabilidade e adaptar soluções às necessidades dos projetos. A tecnologia tem um papel importante na precisão e repetibilidade dos processos, mas não substitui o trabalho manual qualificado. “A tecnologia é determinante na precisão da maquinação e na repetibilidade dos processos, mas continua a coexistir com trabalho manual qualificado, sobretudo no polimento e nos acabamentos”, explica Daniela Castro. A sustentabilidade cruza-se com estas escolhas. Uma ferragem durável reduz a necessidade de substituição, enquanto a utilização de metais recicláveis, a reintegração de materiais, a gestão de recursos, a redução de resíduos e emissões e o recurso a energias renováveis fazem parte da abordagem apresentada pela empresa. A Tupai indica as certificações ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015, bem como a distinção SIBS ESG Reporting Steward: “sustentabilidade é algo que se demonstra, não apenas algo que se declara”, sintetiza Daniela Castro. n Dobradiça invisível 1717, XYZ Series. Foto: Tupai.

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