REVISTA DA ENVOLVENTE DO EDIFÍCIO JANELAS | FACHADAS | VIDRO | PERSIANAS | TOLDOS | PORTAS | AUTOMATISMOS Abril 2026 30 2026/2 PERFIL www.novoperfil.pt Preço:11 € | Periodicidade: 6 edições por ano Enveo Da tua visão, nasce Enveo A SOLUÇÃO COMPLETA DE CONSTRUÇÃO LEVE PARA FACHADA Revestimento ETICS Fachada ventilada Acabamento acrílico
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6 PERFIL SUMÁRIO Edição, Redação e Propriedade INDUGLOBAL, UNIPESSOAL, LDA. Avenida Defensores de Chaves, 15, 3.º F 1000-109 Lisboa (Portugal) Telefone (+351) 215 935 154 E-mail: geral@interempresas.net NIF PT503623768 Gerente Aleix Torné Detentora do capital da empresa Grupo Interempresas Media, S.L. (100%) Diretora Gabriela Costa Equipa Editorial Gabriela Costa Joana Peres, José Luis Paris Marketing e Publicidade Frederico Mascarenhas, Nuno Canelas redacao_novoperfil@interempresas.net www.novoperfil.pt Preço de cada exemplar 11 € (IVA incl.) Assinatura anual 66 € (IVA incl.) Registo da Editora 219962 Registo na ERC 127424 Depósito Legal 468458/20 Distribuição total +8.500 envios. Distribuição digital a +7.400 profissionais. Tiragem +1.100 cópias em papel. Edição Número 30 – Abril de 2026 Estatuto Editorial disponível em https://www.novoperfil.pt/ EstatutoEditorial.asp Impressão e acabamento Lidergraf Rua do Galhano, n.º 15 4480-089 Vila do Conde, Portugal www.lidergraf.eu A Revista Novoperfil é Media Partner Principal da: Parceiros: Os trabalhos assinados são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. É proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos editoriais desta revista sem a prévia autorização do editor. A redação da Novoperfil adotou as regras do Novo Acordo Ortográfico. Smart home and building solutions. Global. Secure. Connected. ATUALIDADE 8 EDITORIAL 8 Concreta 2026 regressa à Exponor 16 Portugal Smart Cities Summit 2026 aposta na inovação e no envolvimento do ensino superior 18 Semana Internacional da Construção 2026 atrai 420 empresas a nove meses do evento 20 Entrevista com José Paulo Pinto, gestor coordenador da Tektónica 22 Entrevista a José Carlos Lino, presidente da Direção do buildingSMART Portugal 30 Uma nova dimensão dos materiais de construção 34 O estado-da-arte da tecnologia BIM aplicada à envolvente do edifício em Portugal 36 BIMobject Awards 2026: conheça todos os vencedores 40 Tendências emergentes no setor das janelas: o caminho da implementação 42 Janelas e BIM: onde a inovação encontra a construção do futuro 44 Navarra reforça inovação em sistemas de batente 46 aluplast apresenta catálogo neo 48 A janela como sistema ganha centralidade na prescrição em construção 50 Nova geração de janelas de telhado plano: trocar o acrílico antigo por saúde e eficiência 52 Industrialização, digitalização e nova regulamentação europeia impulsionam maquinaria para a envolvente do edifício 54 Índices de custos de materiais e equipamentos aplicam-se à envolvente 60 Saint-Gobain contribui para edifícios mais eficientes com soluções integradas para fachada 62 RCN Minimalist Windows integra tecnologia Adhesion Prime da Technoform na atualização do EXP 36 64 STRUGAL apresenta na Tektónica 2026 as últimas novidades em alumínio e PVC 66 Exlabesa Architecture consolida a sua liderança em soluções sustentáveis de alumínio 68 Prudêncio lidera EcoSys2Build para desenvolver isolamentos ecológicos 72 Technal distingue-se com projeto premiado no WATA 74 Frame:racer da Swisspacer revoluciona produção de caixilhos em 20 segundos 76 BREVES ANFAJE 78 No ‘ano da verdade para a IA’ Capgemini alia-se à OpenAI 80 Aeroporto de Bromma renovado com vidro Fineo da AGC 82
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8 Novas medidas para a habitação simplificam licenciamento e incentivam construção e reabilitação O Conselho de Ministros aprovou, a 27 de março, um conjunto de diplomas com impacto direto no setor da habitação, introduzindo incentivos fiscais e alterações ao regime de urbanização e edificação com o objetivo de aumentar a oferta de casas e agilizar os processos de construção e reabilitação. Uma das vertentes centrais da reforma incide sobre o licenciamento urbano, com uma revisão profunda do Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE). O objetivo passa por tornar os processos “mais claros, previsíveis e céleresâ€, reduzindo custos e prazos associados à atividade construtiva. Entre as alterações aprovadas, incluem-se a generalização da comunicação prévia quando os parâmetros urbanísticos estejam definidos, o reforço da sua natureza desburocratizada e a criação de mecanismos mais ágeis para a resolução de pareceres contraditórios, nomeadamente através de uma conferência única. De acordo com o Primeiro-Ministro, estas mudanças permitirão “regras mais claras, processos mais previsíveis e prazos mais curtos e ágeisâ€, contribuindo para acelerar a construção e aumentar a oferta habitacional no mercado. No domínio fiscal, o Governo aprovou medidas destinadas a estimular o investimento privado e a disponibilização de habitação para arrendamento a preços moderados. Entre as principais alterações, destaca-se a aplicação da taxa reduzida de IVA de 6% nas empreitadas de construção e reabilitação para habitação própria e permanente ou para arrendamento até 2.300 euros, bem como a criação de um regime de restituição parcial do IVA em situações de autoconstrução. EDITORIAL Numa edição que será distribuída na 28.ª edição da Tektónica – Salão Internacional da Construção, de que a NovoPerfil é, como habitualmente, Media Partner, destaque para a entrevista a José Paulo Pinto, gestor coordenador daquela que é considerada uma das principais plataformas ibéricas de apresentação de soluções técnicas, inovação e contacto empresarial entre fabricantes, distribuidores, projetistas e empresas, nacionais e internacionais, de construção. A propósito da nova área dedicada a Máquinas para a Construção, o responsável sublinha que “a maquinaria tem um papel cada vez mais relevante ao nível da produção, transformação e instalação†dos elementos da envolvente do edifício. Em dossiê, apresentamos as tendências em janelas, maquinaria e equipamentos de construção e isolamento e revestimentos, e analisamos o estado-da-arte da implementação de tecnologia BIM na envolvente. Nesta última temática, reunimos as perspetivas do buildingSMART Portugal, cujo presidente, José Carlos Lino, afirma, numa entrevista a não perder, que as empresas devem preparar-se “para a inevitabilidade do openBIM como padrão de mercadoâ€; e do BUILT CoLAB, que discorre, em opinião, sobre as vantagens do BIM sobre os elementos construtivos, em particular “fachadas, sistemas de sombreamento, caixilharias, isolamento e restantes componentes da pele do edifícioâ€. Na maquinaria e equipamentos para a envolvente, conheça a adaptação do setor às novas exigências regulamentares, avanços tecnológicos e pressão por maior produtividade, com os testemunhos da Saint-Gobain, da Technal e da Almovi. Já no que respeita às evoluções emergentes nas janelas, saiba que, num momento de consolidação, o que está em causa é a capacidade das empresas de “responder a novas exigências de projeto e à experiência do utilizadorâ€, como sublinha o presidente da ANFAJE, também em opinião. Fique a par dos últimos lançamentos em sistemas para janelas, apresentados por algumas das empresas mais representativas do setor, e também das novidades e desenvolvimentos do mercado ibérico em soluções de isolamento e revestimentos. A fechar, não perca as projeções da Capgemini para os processos industriais em 2026, acelerados pela nova plataforma Frontier, da OpenAI, no ‘ano da verdade para a IA’. Boa leitura. Envolvente tecnológica no ‘ano da verdade para a IA’
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10 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.NOVOPERFIL.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Comissão Europeia insta Portugal a apresentar plano de renovação de edifícios A Comissão Europeia anunciou a 11 de março, o envio de notificações formais a Portugal e a outros 18 Estados-membros por não terem apresentado, dentro do prazo, os projetos de planos nacionais de renovação de edifícios exigidos pela legislação europeia, segundo um comunicado divulgado no âmbito do pacote mensal de decisões relativas a procedimentos de infração. A decisão integra o pacote regular de infrações da Comissão Europeia, através do qual o executivo comunitário atua legalmente contra países que não cumprem obrigações previstas no direito da União Europeia. De acordo com o comunicado, Portugal figura entre os Estados-Membros que não entregaram, até 31 de dezembro de 2025, o respetivo projeto de plano nacional, conforme exigido pela Diretiva relativa ao Desempenho Energético dos Edifícios. Além de Portugal, foram igualmente notificados a Bélgica, Chéquia, Alemanha, Estónia, Irlanda, Grécia, França, Itália, Chipre, Letónia, Luxemburgo, Hungria, Malta, Países Baixos, Áustria, Polónia, Eslováquia e Suécia. Segundo a Comissão Europeia, os planos nacionais de renovação de edifícios são considerados instrumentos estratégicos para transformar o parque imobiliário europeu num sistema energeticamente eficiente e descarbonizado até 2050. Estes documentos deverão estabelecer trajetórias de longo prazo e garantir previsibilidade aos investimentos necessários à renovação energética dos edifícios. Plano nacional para a economia circular valoriza ferramenta técnica da Adene O novo Plano de Ação para a Economia Circular 2030 (PAEC 2030), aprovado pelo Governo e publicado a 24 de março em Diário da República, reconhece o programa eCircular, desenvolvido pela Adene, como instrumento de apoio técnico à transição para modelos mais eficientes e sustentáveis. Segundo informação da Adene, o sistema já está a ser aplicado por dezenas de organizações e setores, reforçando o seu papel na implementação das metas nacionais até ao final da década. Foto: Adene. O Governo aprovou o Plano de Ação para a Economia Circular 2030 (PAEC 2030), através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 58/2026, publicada em Diário da República a 24 de março. O documento define o conjunto de medidas que Portugal irá implementar até ao final da década para promover uma utilização mais eficiente dos recursos, reduzir a produção de resíduos e apoiar empresas e entidades públicas na adoção de modelos de produção e consumo mais sustentáveis. De acordo com a Adene, o plano identifica várias ações em que o programa eCircular é destacado como ferramenta de apoio técnico. Este sistema de classificação permite às organizações avaliar o seu desempenho em economia circular, identificar oportunidades de melhoria e integrar práticas mais eficientes na gestão de recursos e materiais.
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12 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.NOVOPERFIL.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Forster aplica perfis estreitos na renovação de antiga fábrica de papel suíça A requalificação do antigo complexo Papieri, em Cham, na Suíça, recorre a sistemas de perfis em aço da Forster para preservar a linguagem arquitetónica original da envolvente do edifício. A antiga fábrica de papel de Cham, situada junto ao Lago Zug, na Suíça, está a ser transformada num novo bairro urbano, num projeto que prevê a reconversão de um vasto conjunto industrial para usos contemporâneos. O plano, desenvolvido pelos gabinetes Boltshauser Architekten e Albi Nussbaumer Architekten, aposta na preservação do caráter histórico do edificado. Na renovação do edifício, com cerca de 250 metros de extensão, foram utilizados sistemas de perfis estreitos em aço da Forster, com o objetivo de conservar as proporções e o desenho dos vãos existentes, nomeadamente janelas, portas e portões. Os sistemas aplicados distinguem-se pelas reduzidas larguras visíveis, a partir de 23 milímetros, permitindo uma integração discreta na estrutura original. Os perfis, na tonalidade ‘Iron Grey’, enquadram os elementos envidraçados e estabelecem continuidade visual com a fachada reabilitada, inspirada nos vãos industriais do edifício. A solução contempla diferentes tipologias de vidro, incluindo vidro de segurança e vidro com características específicas de acabamento. Esta diversidade permite responder simultaneamente a requisitos funcionais e à coerência estética da envolvente. APAL lança campanha nacional de sensibilização sobre benefícios do alumínio A Associação Portuguesa do Alumínio (APAL) lançou uma campanha nacional que destaca o alumínio como material estratégico para a construção sustentável e para a economia do país. A iniciativa visa informar arquitetos, engenheiros, profissionais da construção e consumidores sobre os impactos climáticos previstos para Portugal e promover escolhas mais resilientes e sustentáveis. A nova campanha da APAL coloca o alumínio no centro da construção sustentável em Portugal. Sob o lema ‘Conhece o plano das alterações climáticas previsto para Portugal? Escolha o material com mais resistência: o alumínio’, a iniciativa aproxima informação técnica e científica dos decisores do setor e do público em geral, promovendo uma maior literacia sobre os desafios que o clima futuro colocará aos edifícios, infraestruturas e cidades. Desenvolvida para meios digitais e redes sociais, apresenta de forma clara alguns dos impactos climáticos projetados para Portugal nas próximas décadas, destacando a importância de soluções construtivas duráveis e adaptadas às novas exigências ambientais. A APAL sublinha ainda as propriedades técnicas do alumínio que o tornam particularmente adequado para a construção: elevada resistência à corrosão, estabilidade perante variações térmicas significativas e durabilidade, ideais para fachadas, caixilharias e outros sistemas arquitetónicos expostos a condições exigentes. Além disso, o alumínio é 100% reciclável, podendo ser reutilizado inúmeras vezes sem perda de qualidade, contribuindo para a economia circular e para a redução do consumo de recursos naturais. A associação destaca também a importância crescente da reciclagem na renovação de janelas e sistemas de caixilharia, permitindo novos produtos e designs inovadores e aumentando a eficiência energética dos edifícios.
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14 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.NOVOPERFIL.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Conferência CLASSE+ apresenta nova fase do sistema na Tektónica A Revista NovoPerfil é Media Partner da Conferência CLASSE+ – 'Mais produtos, melhor informação, a mesma classe' A evolução do sistema CLASSE+ e a introdução de novas ferramentas de classificação energética estarão em destaque numa conferência promovida pela Adene – Agência para a Energia, que reúne, a 24 de abril, profissionais do setor da construção e eficiência energética em Lisboa, no âmbito da feira Tektónica. A Conferência CLASSE+ – ‘Mais produtos, melhor informação, a mesma classe’ realiza-se no dia 24 de abril, entre as 17h00 e as 19h00, no Auditório Cimpor, Pavilhão 3 da FIL, no Parque das Nações, em Lisboa, integrada na Tektónica. A iniciativa, organizada pela Adene e divulgada pela Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção (APCMC), marca uma nova etapa do sistema CLASSE+, com enfoque na envolvente dos edifícios e na melhoria da informação energética disponível para o setor. O encontro pretende apresentar alterações estruturais ao sistema, incluindo a revisão da metodologia aplicada às janelas e o alargamento da etiqueta CLASSE+ Janelas, medida que visa reforçar a avaliação do desempenho energético destes elementos construtivos. Entre as novidades anunciadas está também a integração de novos produtos no sistema, nomeadamente Películas de Controlo Solar (PCS) e soluções de isolamento térmico pelo exterior (ETICS), acompanhados das respetivas metodologias de cálculo e etiquetas energéticas. Outro dos momentos centrais será o lançamento da nova Plataforma CLASSE+, que introduz melhorias ao nível da informação disponibilizada, da usabilidade e da integração de diferentes tipologias de produtos, procurando facilitar o acesso e a leitura dos dados por profissionais e utilizadores. Durante a conferência será ainda feita a apresentação pública dos Prémios Janelas Eficientes, uma iniciativa destinada a valorizar a inovação, as boas práticas e o compromisso das empresas com a eficiência energética no setor. Davide Cappellino reeleito presidente da Glass for Europe A associação Glass for Europe confirmou, em Assembleia Geral, a liderança de Davide Cappellino (da AGC Glass Europe) para um segundo mandato de dois anos como presidente. Num momento marcado por fraca procura interna e forte pressão de importações chinesas com preços agressivos, Cappellino destacou a importância de uma ação coletiva para proteger a indústria europeia de vidro plano. No dia 11 de março, a Glass for Europe realizou a sua Assembleia Geral, durante a qual os membros reelegeram por unanimidade Davide Cappellino, da AGC Glass Europe, como presidente da associação, para um segundo mandato de dois anos. O setor europeu de vidro plano enfrenta atualmente desafios significativos, incluindo uma procura interna enfraquecida e um aumento massivo de importações de produtos chineses com preços agressivos. Neste contexto, Cappellino sublinhou a necessidade de uma ação coletiva forte para salvaguardar a indústria. “Num cenário complexo, onde o nosso setor enfrenta fraca procura e vê um aumento massivo de importações de vidro plano da China, apoiadas por políticas de preços agressivas, sinto-me honrado por continuar como presidente da Glass for Europe, para nos guiar nestes tempos difíceis e garantir que fazemos tudo o que é possível para defender e promover a produção europeia e a excelência no setor do vidro planoâ€, afirmou Cappellino. A vice-presidência ficará a cargo de Montserrat De La Fuente, da Saint-Gobain Glass, que acompanhará Cappellino na liderança da associação. C M Y CM MY CY CMY K
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16 PERFIL EVENTOS Concreta 2026 regressa à Exponor O evento, agendado para 18 a 21 de novembro terá como temas a inovação e a sustentabilidade, antecipando as transformações do setor. A Concreta, feira portuguesa dedicada ao setor da construção, arquitetura, engenharia e design, regressa de 18 a 21 de novembro de 2026 ao recinto da Exponor, em Leça da Palmeira (Matosinhos, no Grande Porto). Objetivo e temas centrais Mais do que uma simples feira expositiva, a Concreta configura-se como um ecossistema de ideias e soluções que visa acompanhar e antecipar as transformações do setor. Em edições recentes, o evento tem dado especial ênfase a: • Soluções construtivas inovadoras e sustentáveis; • Tecnologia aplicada à arquitetura e engenharia; • Design com impacto social e ambiental; • Debates, conferências e 'talk-shows' centrados no presente e futuro do setor; • Descarbonização da arquitetura e engenharia, tema dedicado a orientar decisões e desafios nas cadeias de produção, projeto e uso das construções. A quem se dirige A Concreta é pensada para um público profissional amplo no universo da construção e espaço edificado. Entre os visitantes esperados estão: • Arquitetos; • Engenheiros; • Consultores e projetistas; • Técnicos, instaladores, aplicadores e empreiteiros; • Empresários e indústrias da construção civil; • Outros profissionais ligados a reabilitação, design, inovação e tecnologia construtiva. O que será exposto As empresas apresentarão um vasto leque de produtos, soluções e tecnologias aplicadas ao setor da construção. Entre as categorias previstas de exposição contam-se: • Cerâmica, pavimentos e revestimentos; • Rochas ornamentais, pedra e vidro; • Materiais como cimentos, argamassas, pré-fabricação e construção industrializada; • Carpintaria em madeira, PVC e metálica, madeiras e derivados; • Soluções de iluminação, domótica, robótica, automação e tecnologias de edifício inteligente; • Isolamento, impermeabilização, acabamentos, tintas e vernizes; • Máquinas, ferramentas e equipamentos para obras públicas e construção; • Entidades oficiais, serviços, organismos reguladores e institucionais. Segundo fontes de divulgação da feira e plataformas de eventos, a edição de 2026 atrairá cerca de 250 expositores e espera-se uma amplitude significativa de inovação e networking técnico. O que esperar da Concreta 2026 Durante a feira, além da exposição de produtos e soluções, haverá um programa de conteúdos complementares: conferências, painéis temáticos, sessões técnicas e workshops com arquitetos, especialistas nacionais e internacionais. A Concreta também promove espaços de inovação e experimentação, em que marcas emergentes e startups poderão mostrar soluções disruptivas e ideias que desafiem os métodos convencionais. Em edições anteriores (como em 2024), a satisfação dos visitantes tem sido elevada — mais de 73% dos participantes classificaram a feira como ‘muito’ ou ‘bastante’ satisfatória, e 60% afirmaram ter impacto nas decisões de compra no setor. Além de ser uma montra de tendências, a Concreta representa uma oportunidade para fortalecer redes de negócio, identificar fornecedores e parceiros, e avaliar como Portugal e a Península Ibérica caminham rumo à construção sustentável e inovadora. n
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18 PERFIL Portugal Smart Cities Summit 2026 aposta na inovação e no envolvimento do ensino superior De 12 a 14 de maio, a FIL - Feira Internacional de Lisboa recebe a 12.ª edição do Portugal Smart Cities Summit, que contará com exposições, conferências e os Prémios Portugal Smart Cities – António Almeida Henriques, agora abertos também a universidades e politécnicos. Lisboa prepara-se para acolher, entre 12 e 14 de maio de 2026, a 12.ª edição do Portugal Smart Cities Summit (PSCS), evento de referência nacional dedicado à promoção de cidades inteligentes, inclusivas e sustentáveis. Organizado pela Fundação AIP através da Lisboa FCE - Feiras, Congressos e Eventos, o encontro reunirá empresas, startups, municípios, instituições de ensino superior e centros de investigação, consolidando-se como ponto de encontro do ecossistema de inovação urbana em Portugal. PRÉMIOS SMART CITIES ACOLHEM NOVOS PROTAGONISTAS DO ENSINO SUPERIOR Uma das novidades desta edição é a ampliação dos Prémios Portugal Smart Cities – António Almeida Henriques, que passam a permitir candidaturas de universidades e institutos politécnicos, juntando-se a municípios, juntas de freguesia e empresas públicas e privadas. O objetivo é reforçar a ligação entre conhecimento científico, inovação tecnológica e aplicação prática, promovendo soluções que contribuam para a melhoria da qualidade de vida nas cidades e para a transformação territorial. Segundo Miguel de Castro Neto, presidente do júri dos prémios, “a abertura das candidaturas às entidades do ensino superior é um passo estratégico, que fortalece a articulação entre investigação, políticas públicas e implementação concreta no territórioâ€. Os projetos podem candidatar-se nas seis categorias estratégicas do desenvolvimento urbano: 'Neutralidade Carbónica e Transição Energética'; 'Mobilidade Sustentável e Inteligente'; 'Espaço Público e Qualidade Urbana'; 'Inclusão Social e Inovação Social'; 'Transformação Digital, Governação e Dados'; e 'Reabilitação Urbana Sustentável e Inteligente'. AGENDA DIVERSIFICADA REVELA O FUTURO DAS CIDADES Além da entrega de prémios, o Portugal Smart Cities Summit oferece um programa diversificado, estruturado em quatro áreas de exposição – LIVING (qualidade de vida e bem-estar), MOVE (mobilidade e logística), ECO (sustentabilidade e ambiente) e CONNECT (tecnologia e inteligência urbana) –, e três palcos de conferências. A edição de 2026 destaca ainda um terceiro auditório para tendências da indústria, o Innovation Playground para startups, o B2G Hub e iniciativas como o Urban Shark Tank, formações e mentoria. O evento, que na edição anterior reuniu mais de 3.600 participantes e cerca de 100 expositores, continuará a servir como plataforma de debate entre autarcas, empresas e sociedade civil. A conferência de abertura, 'Autarquias, Empresas e Cidadãos', reunirá uma centena de autarcas, permitindo-lhes apresentar prioridades e estratégias de desenvolvimento territorial na sequência das eleições autárquicas de 2025. A iniciativa reafirma-se como um palco privilegiado para reconhecer e divulgar soluções inovadoras que moldam o futuro urbano em Portugal. n
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Nov ifema.es 10-13 2026 INDUSTRIALIZED CONSTRUCTION, SUSTAINABILITY AND DIGITAL TRANSFORMATION WINDOWS FACADES SOLAR PROTECTION C M Y CM MY CY CMY K TENDES Veteco-2026_210x297_ING.pdf 1 3/3/26 16:01 20 PERFIL Semana Internacional da Construção 2026 atrai 420 empresas a nove meses do evento Madrid, mais concretamente o grande espaço de exposições IFEMA, prepara-se para receber, entre 10 e 13 de novembro, a Semana Internacional da Construção, que já conta com a inscrição de mais de 420 empresas – 75% da ocupação registada em 2024. O evento reúne os salões Construtec, Veteco, Smart Doors e Piscimad, oferecendo uma plataforma estratégica para inovação, digitalização e sustentabilidade no setor. Com apoio da Confederação Espanhola de Associações de Fabricantes de Produtos de Construção (CEPCO) e de entidades públicas, consolida-se como um ponto de encontro imprescindível para profissionais de toda a cadeia de valor da construção. CONFIANÇA E CRESCIMENTO DO SETOR O acordo estratégico com a CEPCO, presidida por Luis Rodulfo, fortalece a representatividade das empresas e reforça a importância do certame como espaço de referência para toda a indústria. A edição de 2024 contou com mais de 42 mil m2 de exposição, 560 empresas participantes e visitantes provenientes de mais de 80 países, evidenciando a dimensão internacional e o papel destas feiras como catalisadoras de inovação e negócios. SALÕES ESPECIALIZADOS A Semana Internacional da Construção 2026 integra três salões especializados que cobrem diferentes áreas estratégicas do setor. Cada espaço oferece soluções inovadoras, tecnologias avançadas e oportunidades de networking, permitindo aos profissionais explorar as últimas tendências da construção, desde materiais e técnicas construtivas até sistemas de portas, automatismos e fachadas inteligentes. Esta organização segmentada facilita o contacto direto entre fabricantes, instaladores, arquitetos, engenheiros e decisores técnicos, tornando o evento uma plataforma completa para atualização profissional e desenvolvimento de negócios:
21 PERFIL • Construtec – Salão internacional de materiais, técnicas e soluções construtivas, focado em BIM, digitalização e soluções de construção industrializada. Destina-se a fabricantes, arquitetos, engenheiros e prescritores, oferecendo conteúdos sobre sustentabilidade e eficiência energética. • Veteco – Salão das janelas, fachadas e proteção solar, com áreas dedicadas ao vidro, fachadas leves, domótica e soluções de proteção solar. Inclui fóruns como o 'Glass Forum' e o 'Forum Iberoamericano', dirigidos a profissionais que procuram inovação tecnológica e oportunidades de cooperação no setor. • Smart Doors – Salão de portas e automatismos, destacando soluções avançadas em portas automáticas, segurança e domótica aplicada a edifícios residenciais, comerciais e industriais. Entre as novidades, estão portas auto-reparáveis, sistemas de motor magnético para interiores, automatismos de grande velocidade e hermeticidade, e soluções de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida. CONGRESSO INTERNACIONAL E NETWORKING O II Congresso da Semana Internacional da Construção, conferência destinada a promover o debate, a reflexão e a análise estratégica sobre o futuro do setor da construção, contará com mais de 100 oradores e 80 sessões, centrando-se em industrialização, sustentabilidade, digitalização, estratégia empresarial e talento. O evento é dirigido a construtoras, promotoras, fabricantes, distribuidores, arquitetos, engenheiros e outros agentes influentes do setor. Imagem: Veteco. OPORTUNIDADES E INOVAÇÃO Além da presença física nos salões, as empresas terão à disposição a plataforma digital Live Connect, que permite prolongar o networking, aceder a conteúdos exclusivos e criar ligações comerciais para além do evento presencial. Esta ferramenta digital é especialmente útil para fabricantes, distribuidores, arquitetos e engenheiros que procuram explorar novos mercados ou fortalecer relações existentes. A Semana Internacional da Construção 2026 constitui, assim, uma oportunidade única para empresas de todos os segmentos da indústria explorarem tendências emergentes, partilharem conhecimento técnico e identificarem novas oportunidades de negócio num contexto globalizado e cada vez mais digital. n
22 PERFIL "A Tektónica assume-se como um ambiente privilegiado para conhecer soluções completas†JOSÉ PAULO PINTO, GESTOR COORDENADOR DA TEKTÓNICA Em entrevista, José Paulo Pinto, gestor coordenador da Tektónica, destaca o crescimento da edição de 2026 e a crescente qualificação da oferta, sublinhando o papel da feira como plataforma de encontro entre inovação tecnológica, soluções para a construção e profissionais do setor. Joana Peres
23 PERFIL "A industrialização dos processos construtivos, o desenvolvimento de materiais mais sustentáveis, a crescente digitalização dos edifícios e a mecanização das obras são tendências que estão a redefinir o setor" A edição de 2026 regista um crescimento significativo no número de expositores e na área ocupada, ultrapassando as 250 empresas e os 35 mil m2. Que áreas de atividade estão a liderar esta expansão e em que medida este aumento quantitativo se traduz numa maior qualificação da oferta, nomeadamente para decisores, projetistas e instaladores nas áreas da construção e dos sistemas AVAC? O crescimento da Tektónica 2026 reflete sobretudo o dinamismo de áreas diretamente associadas à inovação tecnológica e à eficiência energética na construção. Entre os segmentos que mais impulsionam esta expansão destacam-se as soluções de climatização, os sistemas técnicos para edifícios, os novos materiais e processos construtivos, bem como as tecnologias associadas ao conceito de Smart Building. Muitas destas soluções são candidatas ao Prémio Inovação Tektónica, iniciativa onde a Tektónica distingue as inovações mais relevantes do setor, reforçando e projetando a visibilidade e a credibilidade das empresas participantes. Importa ainda referir que, à data desta entrevista, o número de empresas inscritas para esta edição ultrapassa as 350 empresas, estimando-se que a feira venha a reunir cerca de 400 empresas participantes diretas. Este número traduz-se, naturalmente, numa presença ainda mais alargada de marcas e empresas representadas, consolidando uma oferta com forte expressão no mercado e capaz de abranger praticamente todos os segmentos da fileira da construção. Trata-se, sem dúvida, de um sinal claro da confiança das empresas no evento enquanto plataforma de negócio e de visibilidade para o setor. Mais do que um aumento quantitativo, este crescimento traduz-se também numa maior especialização e qualificação da oferta. A presença de fabricantes, integradores de tecnologia e fornecedores de soluções técnicas permite reunir, num mesmo espaço, produtos e sistemas cada vez mais avançados, com forte incorporação tec-
24 PERFIL nológica e alinhados com as exigências regulamentares e ambientais atuais. Para decisores, projetistas e instaladores, a feira assume-se como um ambiente privilegiado para conhecer soluções completas, desde equipamentos AVAC de elevada eficiência até sistemas integrados de gestão técnica de edifícios, permitindo avaliar no terreno tecnologias que impactam diretamente a conceção, instalação e manutenção das infraestruturas. Num contexto internacional marcado por instabilidade geopolítica, incluindo o conflito no Médio Oriente e as suas repercussões nas cadeias de abastecimento e nos custos da energia e das matérias-primas, como se posiciona a Tektónica ao reforçar a participação de expositores estrangeiros? Que impacto poderá ter este enquadramento na presença internacional da edição de 2026 e que oportunidades concretas de exportação e diversificação de mercados poderão emergir para as empresas portuguesas? Apesar do atual contexto internacional marcado por instabilidade geopolítica e pressão sobre cadeias de abastecimento, a Tektónica tem vindo a consolidar o seu posicionamento como plataforma ibérica de negócios para o setor da construção. Na edição de 2026, cerca de 15% dos expositores são internacionais, provenientes de mercados como Espanha, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Bélgica, Reino Unido e Estados Unidos. Esta diversidade reforça a feira como ponto de encontro entre empresas portuguesas e players internacionais, promovendo a partilha de tecnologia, soluções e know-how. Entre estes, merece especial destaque o mercado espanhol. O interesse das suas empresas na Tektónica e mais concretamente no mercado nacional tem vindo a crescer de forma muito consistente, traduzindo-se já na participação efetiva de dezenas de empresas espanholas. Esta presença reforçada confirma o reconhecimento da feira como plataforma estratégica no contexto ibérico, não apenas pela proximidade geográfica, mas também pela complementaridade e dimensão dos dois mercados. O evento atua como um ponto de ligação privilegiado entre Portugal e Espanha, potenciando sinergias, parcerias comerciais e expansão empresarial nos dois sentidos. Num cenário global mais exigente, este ambiente de networking internacional assume particular importância para as empresas portuguesas, permitindo explorar novas parcerias comerciais, canais de distribuição e oportunidades de exportação. Ao mesmo tempo, facilita a diversificação de fornecedores e o acesso a soluções tecnológicas inovadoras, fatores cada vez mais relevantes para reforçar a competitividade das empresas e a resiliência das cadeias de valor do setor.
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26 PERFIL “Ao estruturar a feira em áreas como Smart Building, Novos Materiais, Processos Construtivos e Máquinas para Construção, a Tektónica procura dar maior visibilidade a estas mudanças e facilitar a identificação de soluções por parte dos profissionais†A feira introduz uma nova área dedicada a Máquinas para a Construção. Que tipo de soluções e tecnologias estarão em destaque neste espaço e como se articulam com as atuais exigências de industrialização, digitalização e eficiência energética das obras? A nova área dedicada às Máquinas para a Construção surge como resposta à crescente procura por parte dos visitantes profissionais de equipamentos que contribuam para aumentar a produtividade e eficiência das obras. No campo das máquinas para a construção e obras publicas, a articulação tecnológica é cada vez mais importante em domínios que até há poucos anos não eram considerados, como, por exemplo, o controlo de precisão via GPS e GNSS. Estes tipos de sistemas permitem que as máquinas executem terraplenagens e escavações seguindo rigorosamente o modelo digital (BIM), o que elimina a necessidade de marcações manuais no terreno, reduz o desperdício de material e acelera drasticamente o ciclo de produção industrializado. Na vertente operacional, a digitalização ganha também um relevo especial traduzindo-se, por exemplo, na telemetria avançada, que monitoriza em tempo real o esforço hidráulico e o consumo de combustível destas frotas. Para empilhadoras e manipuladores telescópicos em estaleiros modernos, a tendência é a automação e eletrificação, utilizando sensores de proximidade e câmaras 360º que aumentam a segurança e permitem uma logística de materiais mais fluida e silenciosa em zonas urbanas. Por fim, a eficiência energética nas máquinas de grande porte é alcançada através de sistemas híbridos e modos de operação inteligentes que ajustam a potência do motor à carga real. Esta gestão otimizada, aliada a programas de manutenção preventiva digital, garante que as escavadoras e movimentadoras operem com a menor pegada de carbono possível, cumprindo os novos requisitos de sustentabilidade em concursos de obras públicas. Estes são exemplos de um novo mundo tecnológico que se abre a quem trabalha neste setor e que proporciona uma otimização de todas estas operações ligadas ao setor da construção. Quantas empresas de maquinaria específica para obras públicas estarão presentes? Este segmento registou crescimento face às edições anteriores? A presença de empresas ligadas à maquinaria para construção e obras públicas regista um crescimento assinalável nesta edição, ganhando autonomia e refletindo a aposta estratégica da feira neste segmento. O reforço da área dedicada às Máquinas para a Construção aliada ao crescimento das empresas ligadas ao setor automóvel, área também de grande importância para os profissionais deste setor em resultado da elevada necessidade de deslocações a que estes profissionais estão sujeitos, responde à crescente procura por parte dos visitantes profissionais por equipamentos que contribuam para uma maior produtividade, eficiência e sustentabilidade da sua atividade profissional.
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28 PERFIL Para mais informações, visite o site da Tektónica https://tektonica.fil.pt/ Esta área contará com a participação de empresas de referência do setor, não só de venda de novos equipamentos como também de aluguer, que irão apresentar soluções e equipamentos direcionados para diferentes fases do processo construtivo, desde a preparação do terreno até às operações de apoio à execução de obra. Concretamente no que diz respeito à Envolvente do Edifício (janelas, portas, fachadas, proteção solar), que maquinaria e equipamentos destaca, nesta nova área Máquinas para a Construção? No domínio da envolvente do edifício, que inclui os sistemas mencionados, a maquinaria tem um papel cada vez mais relevante ao nível da produção, transformação e instalação destes elementos. Na área de máquinas poderão encontrar-se equipamentos utilizados na transformação e preparação de materiais, sistemas de elevação e manuseamento para instalação de fachadas e caixilharias, bem como soluções que apoiam processos de montagem mais rápidos e precisos em obra. Estes equipamentos são particularmente importantes num contexto em que a envolvente do edifício assume um papel central no desempenho energético dos edifícios, exigindo maior precisão técnica e soluções construtivas cada vez mais avançadas. A transição energética, a sustentabilidade e a eficiência energética são apontadas como temas estruturantes. Que iniciativas específicas — seminários, talks ou demonstrações — irão abordar áreas como a descarbonização dos edifícios, a integração de sistemas AVAC de elevada eficiência e a reabilitação urbana? A Tektónica 2026 contará com um programa diversificado de seminários técnicos, talks e apresentações promovidas por associações setoriais, empresas e entidades parceiras. Os grandes temas estruturantes estarão centrados em áreas como a transição energética, a sustentabilidade do parque edificado, a eficiência energética dos edifícios e a integração de sistemas técnicos de elevada eficiência, incluindo soluções AVAC, bem como os desafios associados à reabilitação urbana. Embora o programa detalhado ainda se encontre em desenvolvimento pelas entidades parceiras, é expectável que estas iniciativas proporcionem momentos de partilha de conhecimento e atualização técnica particularmente relevantes para os profissionais do setor, permitindo-lhes conhecer tecnologias de ponta e práticas inovadoras que estão a marcar a evolução da construção. Um dos momentos altos da Tektónica é a atribuição do Prémio Tektónica Inovação, que reconhece, valida e distingue as soluções, produtos e processos mais inovadores do setor. Este prémio destaca empresas que estão a transformar a construção e a eficiência energética, reforçando a visibilidade e a relevância das suas inovações junto de decisores, projetistas e instaladores. A criação de novos setores como Smart Building, Processos Construtivos, Novos Materiais e Máquinas representa uma resposta direta às transformações em curso na construção. Que critérios presidiram à definição destas áreas e que inovações — ao nível da automação, pré-fabricação, materiais de baixo carbono ou mecanização de obra — marcarão efetivamente a diferença na edição de 2026? A organização da feira em novos setores resulta da necessidade de refletir, de forma mais clara, as transformações estruturais que estão a ocorrer no setor da construção. A industrialização dos processos construtivos, o desenvolvimento de materiais mais sustentáveis, a crescente digitalização dos edifícios e a mecanização das obras são tendências que estão a redefinir o setor. Ao estruturar a feira em áreas como Smart Building, Novos Materiais, Processos Construtivos e Máquinas para Construção, a Tektónica procura dar maior visibilidade a estas mudanças e facilitar a identificação de soluções por parte dos profissionais. Esta organização temática permite também aproximar diferentes intervenientes da cadeia de valor – fabricantes, projetistas, empreiteiros e instaladores – criando um ambiente mais propício à colaboração e à inovação. Enquanto plataforma de referência do setor, que papel pode a Tektónica desempenhar na articulação entre donos de obra, empreiteiros, fabricantes de equipamentos, fornecedores de tecnologia e instaladores, num contexto de crescente exigência técnica, ambiental e regulatória? A Tektónica assume um papel cada vez mais relevante como ponto de encontro de toda a cadeia de valor da construção. Ao reunir donos de obra, projetistas, empreiteiros, fabricantes de equipamentos, fornecedores de tecnologia e instaladores num mesmo espaço, a feira cria um ambiente propício ao diálogo técnico, à partilha de conhecimento e à criação de novas parcerias. Num contexto em que os projetos são cada vez mais exigentes do ponto de vista técnico, ambiental e regulatório, esta articulação entre diferentes perfis profissionais torna- -se fundamental. A feira contribui, assim, para aproximar inovação, execução em obra e conhecimento técnico especializado, reforçando a capacidade do setor para responder aos desafios atuais e futuros da construção. n
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ENTREVISTA | TECNOLOGIA BIM 30 PERFIL JOSÉ CARLOS LINO, PRESIDENTE DA DIREÇÃO DO BUILDINGSMART PORTUGAL “O setor da envolvente em Portugal é dos mais industrializados e despertos para a digitalização†Gabriela Costa Em Portugal, qual é o nível de maturidade na adoção do BIM aplicado à envolvente do edifício, comparativamente a outros países europeus? Portugal vive uma fase de transição positiva. Embora não tenhamos ainda a obrigatoriedade regulamentar observada em mercados como o Reino Unido, a Europa Central ou os países nórdicos, o setor da envolvente em Portugal é dos mais industrializados e despertos para a digitalização. A organização do buildingSMART International Summit no Porto, em março de 2026, demonstrou que as nossas empresas estão integradas na discussão global. Onde ainda existe margem de progressão é na exigência contratual e na uniformização de práticas através de processos openBIM harmonizados a montante e a jusante na cadeia de valor. De que forma a normalização e a interoperabilidade promovidas pela buildingSMART Portugal impactam a digitalização da envolvente do edifício? Impactam de forma direta e profunda, pois a digitalização da envolvente não depende apenas de ‘modelar em 3D’, mas de estruturar informação de modo consistente. A buildingSMART Portugal, enquanto capítulo nacional da buildingSMART International, tem contribuído ativamente para a implementação do openBIM em Portugal, numa abordagem assente em padrões abertos e neutros como o IFC (Industry Foundation Classes). No caso particular da envolvente (fachadas, caixilharias e sombreamentos), esta normalização garante que a informação circule entre softwares e equipas sem perdas, permitindo que o ativo digital seja uma fonte fiável de informação para análises de ciclo de vida e sustentabilidade, antecipando exigências europeias como o Digital Product Passport (DPP).
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ENTREVISTA | TECNOLOGIA BIM 32 PERFIL A envolvente do edifício envolve múltiplos sistemas e fabricantes. Como é que o openBIM facilita a integração destes diferentes elementos num modelo coerente e fiável? O openBIM facilita esta integração ao separar a autoria do modelo da compreensão da informação. Cada fabricante ou projetista pode utilizar as suas ferramentas de eleição, desde que a informação relevante seja trocada através de estruturas semânticas claras. Para garantir que esta integração seja robusta e universal, utilizamos o bsDD (buildingSMART Data Dictionary). Este dicionário de dados global permite ligar os objetos a classificações e terminologias partilhadas, assegurando que um componente de caixilharia seja interpretado com exatidão por qualquer interveniente, independentemente do software ou do país de origem, reduzindo erros e pedidos de esclarecimento em obra. Quais são os principais desafios na estruturação e troca de informação digital associada a componentes como janelas, portas e fachadas? Os desafios centram-se na falta de maturidade digital e na ausência de critérios uniformes de propriedade e nomenclatura. Muitas vezes, os objetos disponibilizados são apenas ‘cascas geométricas’ sem inteligência. Para resolver este problema de inconsistência, existem normas como a EN ISO 22014, que regula os objetos BIM e as bibliotecas de objetos, definindo como estes devem ser estruturados e descritos. O desafio atual passa por transformar estas normas estratégicas em orientações operacionais que permitam às empresas da envolvente entregar modelos que não sejam apenas visualmente corretos, mas tecnicamente rigorosos. Como avalia a qualidade da informação BIM atualmente disponível para produtos da envolvente do edifício? Ainda existem lacunas? Existem progressos, mas persistem lacunas na fiabilidade e na abertura dos dados. Um bom exemplo para colmatar estas falhas, é a iniciativa PDTs.pt (Templates de Dados de Produto). Este projeto disponibiliza modelos de informação que respeitam rigorosamente os padrões ISO 23386 (para a governação de propriedades em dicionários de dados) e ISO 23387 (para a estrutura de templates de dados em modelos BIM). Ao adotar estes templates, os fabricantes garantem que a sua informação técnica é fidedigna, rastreável e cumpre os requisitos de qualidade exigidos pelos donos de obra mais avançados. De que forma standards como IFC e outras iniciativas da buildingSMART contribuem para análises energéticas mais rigorosas? As análises energéticas dependem de dados estruturados sobre transmitância térmica, fator solar e permeabilidade ao ar. Se os elementos estiverem mal classificados ou com propriedades incompletas, a simulação fica comprometida. O ecossistema buildingSMART fornece os mecanismos para que estas propriedades viajem de forma automática do modelo para o software de cálculo. Standards complementares, como o IDS (Information Delivery Specification), permitem definir e verificar computacionalmente se os requisitos de informação energética estão presentes antes da análise, garantindo resultados muito mais próximos do comportamento real do edifício. Por outro lado, é de assinalar a linearidade de informação que todo o processo 19650 permite, com suporte no IFC. Não há necessidade de reintroduzir informação anteriormente mal introduzida ou enriquecer informação quando, por exemplo, um modelo passa de um arquiteto para um especialista em análise energética. O fluxo é mais direto e com menos perdas, portanto mais eficaz. Que recomendações deixaria às empresas da área da envolvente que pretendem acelerar a sua transição digital através do BIM? A nossa principal recomendação é que as empresas se preparem urgentemente para a inevitabilidade do openBIM como padrão de mercado. Devem investir na estruturação da informação de produto antes mesmo da modelação 3D sofisticada e apostar na capacitação das suas equipas. É essencial que as empresas disponibilizem os seus catálogos em formatos abertos e não fiquem reféns de formatos proprietários. Em suma: quem estruturar bem os seus dados, seguindo os standards internacionais e colaborando ativamente com a comunidade técnica, terá uma vantagem competitiva clara num mercado cada vez mais integrado e exigente. n O desafio atual passa por transformar normas estratégicas em orientações operacionais que permitam às empresas da envolvente entregar modelos que sejam tecnicamente rigorosos Existe margem de progressão na exigência contratual e na uniformização de práticas através de processos openBIM harmonizados a montante e a jusante na cadeia de valor
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